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Foto: redebrasilatual
Por: | 28/05/2023 18:08
Não é verdade que o Nordeste foi o "vilão" para a derrota do atual presidente Jair Bolsonaro. As regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte sepultaram as chances de Bolsonaro se reeleger dando a Lula pouco mais de 36 milhões de votos. O Centro-Oeste deu a Lula 3,5 milhões de votos.
Chama a atenção a percentagem, 69%, mas a quantidade em si não foi o ponto fundamental para a eleição de Lula. Os descontentes não se concentram apenas no Nordeste, mas em todo o país. É sabido que vivemos um tempo de pandemia que estrangulou a economia do Brasil, mas outros fatores contribuiram para a derrota de Bolsonaro.
A relutância em adquirir a vacina, a grosseria no trato com as pessoas, os gritos no "cercadinho", a falta de humanidade em tempos de lutos para com vítimas da covid-19 e tragádias como as fortes chuvas no sul da Bahia. Também podemos acrescentar a isso a mávontade da imprensa que superestimava qualquer fala ou ato do atual presidente.
Fato é que, para quem atuou no Congresso por 27 anos, deveria estar preparado para as tribulações ocasionais advindas do cargo que ocupava, e Bolsonaro se mostrou despreparado. Um ser humano normal, em seu convivio particular pode ter o comportamente estrovertido e não medir as palavras ou as brincadeiras. Mas, para quem ocupa o cargo máximo de uma nação, é imprescindível que tenha equilíbrio, sensatês, trato refinado e falas ponderadas e pontuais, coisas com as quais Bolsonaro não sabe lidar.
Com isso e outras coisas mais, o país perdeu a oportunidade de ter no poder, alguém com viés político capaz de fazer o país cresceer, avançar, melhorar sua educação, capacidade de articular melhor com o mercado internacional, oferecer empregos melhores. Mas infelizmente, como disse o próprio presidente "se eu errar, o PT volta", foi o que aconteceu, e o país caminhará para o atraso. (Portal do Conesul, texto Walter Azzolini)
