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Foto: Divulgação
Por: | 28/05/2023 18:08
A futuro presidente da república, Luiz Inácio Lulla da Silva, não terá vida fácil em 2023. O ambiente que ele vai encontrar é totalmente diferente do que encontrou quando assumiu seu primeiro mandato em 2003. Alguns motivos serão listados abaixo.
Ambiente internacional
Em 2003 o mundo era outro. Os compradores dos produtos primários (agricultura, minério de ferro) estavam ávidos por comprar aquilo que o país produzia, além do ambiente econômico mundial era absolutamente favorável. Hoje, os compradores passam por reveses econômicos, estão com crescimento econômico baixo e pode prescindir do volume comprado anteriormente.
Ambiente econômico
O país acabou de passar pela pandemia e ainda engatinha para a volta do crescimento econômico. A pandemia obrigou que o governo Bolsonaro gastasse valores significativos para socorrer as famílias que não tinham como sobreviver, gerando um gasto extra que será superior a 1 trilhão de reais ao longo dos próximos anos. Com isso, sobrará muito pouco para investimentos e consequentes gastos sociais, marca dos governos de esquerda. Além disso, o país tem seu parque industrial envelhecido o que aumenta o custo da produção.
Soma-se a isso a educação de péssima qualidade, o que impede o desenvolvimento de novas tecnologias e desenvolvimento de produtos, que gera ganhos expressivos. Até aqui, resta ao agronegócio carregar o crescimento do país nas costas.
Além disso Lula não receberá o país organizado economicamente como foi em 2003 quando recebeu o país das mãos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Ambiente político
Ao contrário de 2003 quando detinha enorme capital político, em 2023 Lulla receberá o Congresso bastante hostil, com menos de 30% dos congressistas simpáticos às ideias do novo presidente. O bolsonarismo caiu no gosto dos brasileiros que elegeram a maioria dos Deputados federais e senadores. Esses pesos e contra-pesos exigirão habilidade do futuro presidente em negociar com o Congresso que poderá manter as pautas bolsonaristas e esmagar as pautas progressistas da esquerda.
Ambiente social
O PT e a esquerda não imaginavam a repercussão da vitória de Lulla nessas eleições, que fez com que milhões de brasileiros eleitores de Bolsonaro saissem fazendo manifestações contrárias à eleição de Lulla e de determinadas decisões do TSE, especialmente do ministro Alexandre de Moraes, que foram baseadas em "achismos", pois muitas delas não encontravam amparo legal no arcabouço jurídico do país.
Essa população bolsonarista não titubeará em sair de novo às ruas para protestarem contra propostas que vão de encontro às aspirações de metade da poipulação que se denomina conservador e apoiador do candidato perdedor Jair Bolsonaro.
Mas é sabido que as “negociações” utilizadas pelo habilidoso político do PT podem arrefecer o ímpeto dos congressistas. (Portal do Conesul, texto Walter Azzolini)
