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Clima “amável” entre governadores e Lula não deve durar todo mandato


Governadores que apoiaram Bolsonaro buscam diálogo com Lula, mas tensões devem surgir diante de pautas delicadas e próximas eleições
Foto: Divulgação Por: | 28/05/2023 18:08

A maioria dos governadores eleitos e reeleitos foram oposição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. No entanto, diante do resultado das urnas, que deu vitória ao petista, se abriram para o diálogo, pensando no pacto federativo.

Dos 27 chefes do executivo estadual vencedores, 14 eram apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e 11 de Lula. Outros dois não se posicionaram durante o pleito, nem no primeiro e nem no segundo turno.

Aliado de Bolsonaro, o governador reeleito do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), disse, recentemente, na CNN que “se rende” ao resultado das urnas e que precisa de apoio federal. Tarcísio de Freitas (Republicanos) falou de buscar “alinhamento” com o governo petista. Ambos apoiaram publicamente o lado bolsonarista. Já Romeu Zema (Novo), que se juntou ao bloco apenas no segundo turno, afirmou estar “aberto ao diálogo” no futuro governo petista.

Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, declarou apoio ao presidente Bolsonaro apenas após o término do primeiro turno, ao contrário de 2018, quando foi um dos principais apoiadores bolsonaristas. Após o resultado do segundo turno, que decretou vitória de Lula, ele foi um dos primeiros a se manifestar. “Venceu o desejo soberano do povo brasileiro!”, destacou ele em uma rede social. E completou que segue buscando parcerias para melhorar a vida dos goianos, indicando que não criará dificuldades ao presidente eleito.

Também no Distrito Federal, onde Ibaneis Rocha (MDB) foi reeleito ainda no primeiro turno, também há uma postura de diálogo. Ele já declarou que pretende ter uma “convivência harmônica” com Lula.

O indicativo geral inicial é basicamente esse, independentemente de bandeira partidária ou de ideologia. O clima conciliador entre os governadores e o presidente eleito deve se manter no início do próximo governo do PT, diante da necessidade de tomar importantes decisões, sobretudo na área econômica.

No entanto, esses estados devem começar a se mostrar como oposição diante de temas delicados em que não haja consenso. O quadro deve mudar significativa e, principalmente, com a proximidade das próximas eleições gerais, em 2026. (metropoles)




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