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Transição: agro cobra “paz no campo” enquanto PT dialoga com MST


Sem espaço na transição, entidades esperam que novo governo mantenha política de paz no campo em vez de incentivar movimentos como MST
Michael Melo/Metrópoles Por: | 28/05/2023 18:08

Setor responsável por quase 30% do produto interno bruto (PIB) e com reivindicações como a “paz no campo” e melhoria da infraestrutura das cidades para escoar melhor suas produções, o agro também tem suas expectativas em relação ao novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, ao longo da transição de governo, as entidades representativas do setor pouco dialogaram com representantes do futuro governo.

Não houve espaço para que isso ocorresse de forma mais deliberada. Por outro lado, o lugar foi garantido ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outras entidades ligadas aos pequenos produtores e à agricultura familiar.

E é justamente essa aproximação do futuro governo com o MST que preocupa as grandes entidades do agro. Quando elas falam em “paz no campo” é no sentido de que haja um controle efetivo de ocupações de terra.

Mas o estranhamento de Lula com o agronegócio, aliás, não vem deste período pós-eleitoral. O distanciamento está relacionado com a grande proximidade do setor com o presidente Jair Bolsonaro (PL). O agro não só ajudou a financiar a campanha dele em 2018 como apoiou declaradamente o governo.

Por seu lado, Bolsonaro não escondeu a preferência pelo setor, inclusive em assuntos onde o agro era colocado em conflito com pautas ambientais.

Nesse contexto, como era de se esperar, na campanha deste ano, a escolha novamente foi clara: o agronegócio caminhou com Bolsonaro.

E isso, obviamente, não passou despercebido por Lula. (metropoles)




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