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Foto: (Divulgação SIG)
Por: | 28/05/2023 18:08
Polícia Civil de Dourados, por meio do SIG, deflagra a Operação Digifraude, onde foi realizado mandado de busca e apreensão na casa de um homem de 27 anos, morador no Jóquei Clube, acusado de contabilizar as operações ilegais, que somente nos últimos 04 meses as instituições financeiras vítimas, sendo elas bancos digitais, ou seja, que não possuem agências físicas, suportaram um prejuízo superior a R$ 3000.000,00 (trezentos mil reais).
Instituições financeiras encaminharam ao SIG da Polícia Civil de Dourados denúncias de que estariam sendo vítimas de fraudes, uma vez que os autores estariam em Dourados, mediante a utilização de documentos de terceiros abririam contas bancárias e, após conseguirem um limite de crédito, realizavam compras diversas, não sendo quitadas as dívidas.
De imediato, foi apurado que há cerca de cinco meses o suspeito havia alterado o seu padrão de vida, mudando-se de uma residência simples para outra de padrão muito superior e dotada de um grande esquema de segurança, possuindo muros com mais de três metros de altura, cerca elétrica industrial, concertina e sistema de vigilância por câmeras.
Através de análise dos IP’s (Internet Protocol) utilizados para acessar as contas das instituições financeiras e rastreamento de sinais telemáticos o SIG identificou o douradense. Na casa do acusado foram apreendidos cartões bancários, vários aparelhos celulares, além de chip’s, notebook’s e notas fiscais diversas, as quais demonstram que o suspeito passou a ostentar um elevado padrão de vida, comprando eletrodomésticos e eletrônicos de elevado valor (cerca de 30 mil reais) e à vista, gastos com viagens e despesas supérfluas diversas.
Foi apreendido um contrato de compra e venda da casa onde o suspeito reside, identificando-se que ele adquiriu o imóvel há cerca de 40 dias, tendo pago o valor do bem à vista e em “dinheiro vivo”, apesar de se encontrar desempregado.
Chamou a atenção dos policiais, também, o fato de o suspeito, que é casado, estando a sua esposa desempregada, e possui três filhos, ter gasto nos últimos 60 dias somente com a aquisição de tênis, a maioria que sequer foi usado, mais de R$ 6.000,00.
Perguntado sobre a origem dos recursos financeiros utilizados para adquirir o imóvel e os bens diversos, o suspeito alegou que são oriundos de bicos que ele vem fazendo como pedreiro. Todo o material foi apreendido e servirá para instruir o Inquérito Policial e, posteriormente, o suspeito será intimado para ser interrogado sobre o caso, ocasião em que será indiciado pela prática das fraudes.
Segundo o delegado da Policia Civil, Rodolfo Daltro, por conta da lei eleitoral o homem não pode ser preso e por isso foi intimado. Nenhum eleitor poderá ser preso no país, salvo em caso de flagrante ou quem for alvo de sentença criminal por crime inafiançável. A regra é prevista pela lei eleitoral e serve para garantir que ninguém seja impedido de votar por causa de prisões arbitrárias.
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