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Reprodução/Gleisi Hoffmann/Twitter
Por: Walter Azzolini | 28/07/2023 12:56
A resistência a uma nomeação determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uniu a oposição ao governo e parte dos que votaram no petista sem convicção ideológica, mas para impedir a reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Na opinião de liberais e de um pedaço da frente ampla lulista, o economista Marcio Pochmann, indicado para presidir o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de esquerda demais e representaria um retorno de Lula a erros do passado.
Apesar do ruído que o nome de Pochmann, professor de economia na Unicamp, está causando no debate público, o governo mantém um discurso coeso em sua defesa. Mesmo a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que é o rosto mais representativo da frente ampla no núcleo do governo, defendeu publicamente a legitimidade da escolha de Lula, apesar de relatos de discordância nos bastidores.
“Quero antecipar que não faço pré-julgamentos. Porque já fui muito pré-julgada na minha vida profissional e política. Vou ouvi-lo primeiro. Eu não quero saber do passado, quero saber do presente. A conversa será técnica, e ele será tratado como técnico e será muito bem-vindo à nossa equipe. E continuará no IBGE, enquanto estiver atendendo aos interesses da sociedade brasileira”, disse Tebet a jornalistas na quinta (27/7), dia seguinte ao anúncio do nome de Pochmann pelo ministro Paulo Pimenta, da Secom.
Antes, o ministro Fernando Haddad, da Economia, disse, em entrevista ao Metrópoles, que Tebet “não vai ter a menor dificuldade de trabalhar [com Pochmann]. Pessoa disciplinada, leal ao presidente”. E o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), cuja histórica política foi construída no PSDB, engrossou o coro e disse que não vê problemas em Pochmann no IBGE. “Não, de jeito nenhum. Economista, economista importante, tem história. Não vejo problema nenhum. Não é da minha área, enfim. Eu conheço, e não vejo nenhum problema”, afirmou, na quinta. (metropoles)
