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Operação "Sign Off" desarticula esquema de comércio ilegal de eletrônicos e evasão fiscal


Foto: Divulgação Por: Walter Azzolini | 18/08/2023 11:31

Na manhã de hoje, a Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal deflagrou a Operação "Sign Off", uma ação coordenada para desmantelar uma organização criminosa que operava um sofisticado esquema de compra e venda de dispositivos eletrônicos sem o devido pagamento de impostos. Segundo informações do jornal midiamax, o foco principal da operação foi a apreensão de cerca de 300 aparelhos celulares iPhone, trazidos ilegalmente do Paraguai através da fronteira com Mato Grosso do Sul. O valor estimado desses aparelhos chega a impressionantes R$ 4 milhões.

A investigação aponta que o grupo criminoso teria movimentado aproximadamente R$ 120 milhões nos últimos 18 meses, evidenciando a magnitude e a escala desse esquema ilegal.

Durante as ações da operação, foram fiscalizadas 26 empresas suspeitas, resultando na suspensão das atividades de 5 delas. Publicações nas redes sociais dessas empresas revelavam anúncios de iPads e MacBooks, enquanto os proprietários ostentavam estilos de vida luxuosos em seus perfis pessoais.

Após minuciosa análise dos dados financeiros e fiscais dos suspeitos, foi revelado que eles operavam com empresas de fachada em nome de "laranjas", indivíduos usados como intermediários, a fim de efetuar o pagamento por mercadorias importadas ilegalmente. Um dos suspeitos, inclusive, foi detido em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A magnitude da operação foi evidenciada pelo contingente envolvido: um total de 180 policiais federais e 74 auditores fiscais e analistas tributários foram mobilizados. A operação resultou no cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão, abrangendo cidades como Ponta Porã (MS), Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Sinop (MT), Alta Floresta (MT), Rondonópolis (MT) e Ribeirão Preto (SP).

De acordo com as autoridades policiais, os indivíduos sob investigação poderão enfrentar acusações que incluem descaminho, formação de organização criminosa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Em caso de condenação, os suspeitos poderão estar sujeitos a penas que ultrapassam 20 anos de prisão, destacando a gravidade e a amplitude das acusações.




Diário do Interior MS
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