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Thallita da Cruz Fernandes, encontrada morta dentro de uma mala em Rio Preto (SP), é médica formada desde 2021 — Foto: Arquivo pessoal
Por: Walter Azzolini | 21/08/2023 10:23
Antes de desaparecer, uma mensagem fez com que a amiga da médica encontrada morta dentro de uma mala acionasse a Polícia Militar. O caso ocorreu no fim da tarde de de sexta-feira (18), em São José do Rio Preto (SP).
Segundo o boletim de ocorrência, a pedido da mãe de Thallita da Cruz Fernandes, a amiga enviou uma mensagem à médica de 28 anos pelo WhatsApp.
À Polícia Civil, a testemunha disse que sabia que a amiga estaria de folga do trabalho, mas a resposta foi que “não poderia falar mais, pois o dia de serviço dela estava muito corrido (sic).”
Depois, Thallita não respondeu às mensagens, e a amiga optou por acionar a Polícia Militar, ainda de acordo com o registro policial.
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Médica foi encontrada morta em apartamento, em Rio Preto (SP) — Foto: Rogério Pedrozo/TV TEM
O porteiro do prédio localizado na rua Coronel Spínola de Castro informou que a médica não havia saído. Ao verificar o apartamento, os policiais encontraram a vítima morta, nua e dentro da mala que estava na lavanderia.
A vítima estava com muitos ferimentos no rosto provocados por faca e a perícia apontou que ela foi morta por hemorragia aguda. Thallita foi enterrada no Cemitério São Pedro, localizado no bairro Vila Alpina, em São Paulo, às 13h de domingo (20).
Pelas câmeras de segurança, a polícia pôde constatar que o namorado, com quem mantinha um relacionamento há cerca de dois anos, foi o último a entrar e deixar o apartamento.
A Justiça emitiu um mandado de prisão temporária contra o namorado de 26 anos, que foi preso pelo Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) na noite de sábado (19), na casa da mãe dele. A polícia informou que o suspeito chegou a deixar a cidade após o crime, com destino a Olímpia (SP), mas acabou retornando.
Segundo a Polícia Militar, quando foi preso, o namorado disse que havia brigado com Thallita. Porém, ele contou ainda que teve um lapso de memória e, por isso, não se lembrava dos detalhes.
A Divisão Especializada de Investigação Criminal (Deic) investigar o caso. (g1SP)
