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Ricardo Stuckert / PR
Por: Walter Azzolini | 25/09/2023 16:02
Em meio à revelação de que Jair Bolsonaro teria discutido com a cúpula militar um golpe para evitar a posse de Lula, o atual comandante do Exército, general Tomás Paiva, saiu em defesa da força terrestre.
À coluna o general afirmou que “o que é certo” é que o “Exército cumpriu a lei”, ao “garantir” a posse do atual presidente da República em 1º de janeiro de 2023, apesar das tentativas golpistas de Bolsonaro.
“O que é certo: o Exército cumpriu a lei, garantindo a posse ocorrida em 1º de janeiro. Isso era o dever constitucional e foi realizado através da Coordenação de Segurança de Área, realizada pelo Comandante da 3ª Brigada de Infantaria Motorizada de Cristalina (GO)”, disse Paiva.
A declaração vem dias após a imprensa divulgar que, em delação premiada, Mauro Cid afirmou que Bolsonaro teria discutido uma minuta golpista em reunião com os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica à época.
Durante a conversa, segundo o relato de Cid, o almirante Almir Garnier Santos, então comandante da Marinha, teria dito a Bolsonaro que suas tropas estariam à disposição para cumprir as ordens do presidente.
À coluna Tomás Paiva afirmou que o Exército não teve acesso às declarações de Mauro Cid, que é tenente-coronel da Força, pois elas continuam em sigilo, determinado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
“Nossa ideia é esperar que as investigações terminem para fazer qualquer avaliação”, disse o comandante, ressaltando que só será possível punir os militares envolvidos após a conclusão das investigações. (metropoles)
