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Chefe da quadrilha que roubou avião de Almir Sater, "Lino" é entregue à PF


Entrega foi feita no começo desta tarde na fronteira com Corumbá; forte esquema de segurança foi montado
Foto: Reprodução Por: Walter Azzolini | 26/10/2023 11:47

L. F., conhecido como "Lino", de 44 anos, foi entregue, no início da tarde desta quarta-feira (25), à Polícia Federal. Apontado como chefe da quadrilha que roubou o avião do cantar Almir Sater, o criminoso fugiu da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande no dia 2 de junho de 2021 e foi encontrado na ultima segunda-feira (23), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. 

Para que Lino fosse entregue à PF pela equipe da Polícia Boliviana, foi montado um forte esquema de segurança na linha internacional entre as cidades bolivianas de Puerto Quijarro e Puerto Suárez com Corumbá, distante 428 quilômetros de Campo Grande. A PM (Polícia Militar) sul-mato-grossense deu apoio ao comboio que transportava o criminoso.

No entanto, segundo o portal Diário Corumbaense, o criminoso precisou passar pelo setor de Imigração da Bolívia, onde a expulsão foi oficializada. Em seguida, ele foi entregue aos agentes da Polícia Federal para ser levado até o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para passar por exame de corpo de delito.

Almir Sater – Após protagonizar fuga misteriosa, o nome de L. surgiu como um dos mandantes do roubo das três aeronaves do Aeroclube de Aquidauana, na madrugada do dia 6 de setembro de 2021. Um dos aviões pertencia ao cantor, ator e pecuarista Almir Sater e estava com a permissão de voo suspensa.

Lino foi citado no depoimento de C. R., de 20 anos, preso junto com R. B., o “Zoio”, de 22 anos, em Anastácio, por participação no crime. Segundo os dois presos, em Aquidauana, o roubo das aeronaves também foi pensado por L. S., já preso e processado por crimes de tráfico de drogas e furto qualificado (por mais de uma vez).

O “gerente” da quadrilha, no entanto, precisava repassar as informações do crime para outras pessoas. Uma delas era Lino. No dia 30 de agosto, Lazaro teria atendido várias chamadas de vídeo feitas pelo foragido. Nas conversas, exigia saber dos detalhes do crime, como a chegada dos pilotos e copilotos bolivianos a Mato Grosso do Sul.

Integrante de quadrilha - Lino é integrante de quadrilha que também roubou três aviões e matou o empresário Luís Fernandes de Carvalho em Corumbá, em 2004. Se somadas, suas condenações nos mais diversos crimes ultrapassam 80 anos de prisão.

Em 2015, ele foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado pela tentativa de assassinato de policiais rodoviários federais em julho de 2010, quando ele e um comparsa foram baleados, após furar um bloqueio e disparar 10 tiros contra as equipes na BR-262, em Terenos. Eles tentavam trazer cocaína da Bolívia.

Lino ainda foi condenado por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e uso de documentos falsos, em nome de J.S.. Cumpria pena na Máxima de Campo Grande, quando "sumiu" durante o expediente de limpeza da unidade. Ele tinha autorização para trabalhar na faxina da escola localizada no interior do presídio. A suspeita é de que ele tenha se escondido em um dos carros de empresa terceirizada. (cgnews)




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