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Brasileiros ligados ao Hezbollah preparavam ataques no Brasil, diz PF


Investigação aponta que prédios da comunidade judaica seriam alvos de ataques; duas pessoas foram presas
Foto: Reprodução Por: Walter Azzolini | 08/11/2023 19:01

A Polícia Federal prendeu duas pessoas nesta quarta-feira (8) suspeitas de ligação com o Hezbollah no Brasil. A PF também cumpriu 11 mandados de busca em Brasília, São Paulo e Minas Gerais.

Segundo a investigação, os brasileiros preparavam atos de terrorismo no Brasil, com focos em ataques a prédios da comunidade judaica.

Em Minas Gerais, foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão; no Distrito Federal, 3; e em SP, 1 de busca e 2 de prisão temporária.

Um dos presos de São Paulo foi detido ao desembarcar de uma viagem ao Líbano. A PF acredita que ele chegou com informações para repassar ao comparsa e praticar os ataques.

A PF explicou que o objetivo dessa operação, batizada de “Trapiche”, é também obter provas de possível recrutamento de brasileiros para a prática de atos extremistas.

Pela legislação, os recrutadores e os recrutados devem responder pelos crimes de constituir ou integrar organização terroristas e de realizar atos preparatórios de terrorismo, cujas penas máximas, se somadas, chegam a 15 anos e 6 meses de reclusão.

Os crimes previstos na Lei de Terrorismo são equiparados a hediondos, considerados inafiançáveis, insuscetíveis de graça, anistia ou indulto, e o cumprimento da pena para esses crimes se dá inicialmente em regime fechado, independentemente de trânsito em julgado da condenação.

O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, disse que a embaixada israelense já sabia há tempos da presença de brasileiros simpáticos à causa do Hezbollah, grupo terrorista com base no Líbano que faz fronteira com a região norte de Israel. Esse grupo terrorista é ligado a líderes iranianos que os abastece com dinheiro e armas. (CNN)




Diário do Interior MS
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