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Foto: Divulgação
Por: Walter Azzolini | 20/11/2023 15:46
Nesta segunda-feira (20), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (Derf) deflagou a operação "Impostores", com o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão domiciliar, de indivíduos que se passaram por policiais civis para roubar cocaína de um homem que armazenava drogas para traficantes.
Dos quatro autores, dois haviam ligação com a polícia: um era policial militar aposentado, e outro era ex-policial militar, expulso em 2004. O terceiro envolvido era um vigilante, e o quarto um técnico em agrimensura. Todos foram indiciados pelas infrações penais de roubo majorado, tráfico de drogas, associação para o tráfico e fingir-se funcionário público.
As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande-MS, e a ação contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).
A Polícia Civil informou que no dia 18 de outubro, um homem residente no Bairro Aguadinha, em Campo Grande, notificou que sofreu um roubo a residência, afirmando inicialmente que teriam sido subtraídos joias, aparelhos celulares e R$ 15 mil em dinheiro.
Após ser confrontado com várias inconsistências, o homem revelou que, na verdade, atuava como “guarda roupa” (gíria conhecida por guardar drogas para traficantes), e escondia 65 kg de cocaína em sua residência.

O roubo em questão havia sido a abordagem de indivíduos que se identificaram como policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), que vestiam roupas operacionais, portavam arma de fogo, algemas e se chamavam entre si de “stive” (forma que um policial se dirige a outro nas ações policiais), bem como utilizavam os veículos VW/Gol de cor vermelha e GM/Ônix de cor prata.
Os supostos policiais acabaram realizando revista na casa, oportunidade em que “apreenderam” 65 kg de cocaína e dois aparelhos celulares, e efetuaram a "prisão" do homem. No entanto, os falsos policiais não o conduziram à Denar, como haviam informado, e o liberaram no Bairro Cristo Redentor.
Segundo a investigação, eles seguiram em poder da droga e celulares subtraídos.
O homem relatou que somente registrou o boletim de ocorrência noticiando falsamente a subtração de dinheiro e joias porque estava desesperado em obter imagens de câmeras de segurança na vizinhança e, assim, prestar contas da perda da droga pertencente à facção criminosa, sob pena de ser morto. (correiodoestado)
