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Foto: Gov.br
Por: Walter Azzolini | 23/01/2024 17:39
Em uma entrevista exclusiva ao Metrópoles, o político de longa carreira no Rio de Janeiro e atual conselheiro do Tribunal de Contas do estado (TCRJ), D.B., refuta veementemente as acusações que o apontam como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em 2018. B., mencionado nas investigações há mais de três anos, viu as apurações avançarem pouco até a entrada da Polícia Federal no caso em 2023.
A temperatura sobre B. aumentou significativamente com a notícia de que teria sido delatado pelo PM reformado Ronnie Lessa como o suposto mandante do crime que vitimou Marielle e seu motorista, Anderson Gomes. Vale ressaltar que a delação ainda não foi homologada pela Justiça.
B., em meio ao drama que enfrenta, assegura que a acusação é injusta, afirmando que tal situação não mais o perturba. Segundo ele, "ninguém lucrou mais com o assassinato da vereadora do que o próprio PSol". Membro de uma família de políticos, ele nega qualquer conhecimento prévio de Lessa, Élcio (que confessou ter dirigido o carro no dia do crime), ou da própria Marielle. Além disso, destaca não ter tido qualquer relação com milicianos.
O político demonstra não temer a investigação, sugerindo que o uso de seu nome pode ser parte de uma estratégia dos executores do crime para proteger alguém. B. também levanta a hipótese de a Polícia Federal estar conduzindo um plano para desestabilizá-lo, afirmando: "Outra hipótese que pode ter é a própria Polícia Federal estar fazendo um negócio desse, me fazendo sangrar aí, que eles devem ter uma linha de investigação e vão surpreender todo mundo aí."
