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Após fuga em Mossoró, Penitenciária Federal de Campo Grande também passa por pente fino


Penitenciária Federal de Campo Grande. - Foto: Arquivo / Correio do Estado Por: Walter Azzolini | 15/02/2024 09:22

A fuga de dois presos da Penitenciária Federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte, resultou em uma série de providências tomadas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Entre elas, a determinação de uma revisão minuciosa nas cinco penitenciárias federais, incluindo a unidade de Campo Grande, nesta quarta-feira (14). 

O ministro ordenou uma revisão nos protocolos de segurança das cinco penitenciárias federais do país, abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar a fuga e a inclusão dos nomes dos fugitivos na lista da Interpol. 

Segundo informações preliminares, os dois fugitivos são Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos. Também conhecidos como "Tatu" ou "Deisinho". A fuga foi na terça-feira (13), feriado de Carnaval. 

Além disso, Lewandowski determinou o afastamento imediato da atual direção da Penitenciária Federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte. 

É a primeira vez que detentos conseguem escapar de um presídio de segurança máxima do País.

De acordo com o ministério, um policial penal federal foi indicado para comandar a unidade. O nome do policial não foi informado na nota divulgada pela pasta.  

Providências 

Conforme a nota oficial, Ricardo Lewandowski, adotou as seguintes providências:

  1. Determinou a ida do secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, a Mossoró, acompanhado de uma equipe de seis servidores, para a apuração presencial dos fatos e a tomada das ações cabíveis no âmbito administrativo.
  2. Acionou a Direção-Geral da Polícia Federal para abertura de investigações e o deslocamento de uma equipe de peritos ao local, com objetivo de apurar responsabilidades e de atuar na recaptura dos dois fugitivos, ação que já conta com o engajamento de mais de 100 agentes federais.
  3. Ordenou a mobilização das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que congregam as polícias federais e estaduais nas ações de repressão da criminalidade organizada, para colaborarem com os esforços de localização e prisão dos foragidos.
  4. Instruiu a Polícia Federal (PF) para que efetuasse o registro dos nomes dos fugitivos no Sistema de Difusão Laranja da Interpol, bem como a sua inclusão no Sistema de Proteção de Fronteiras, para que sejam procurados pela comunidade policial internacional;
  5. Mobilizou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para que realize o monitoramento das rodovias sob sua jurisdição e dê suporte à recaptura dos presos.
  6. Mandou que fosse realizada uma imediata e abrangente revisão de todos os equipamentos e protocolos de segurança nas cinco penitenciárias federais.

Penitenciárias

Atualmente, existem cinco penitenciárias de segurança máxima no País, localizadas em Mossoró (RN), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF). (Com informações de Agência Brasil)




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