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Câmeras flagraram momento em que um dos criminosos atirava contra Eliston, que foi executado no sábado em Dourados - Divulgação
Por: Walter Azzolini | 20/02/2024 09:52
Um transporte de cocaína planejado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) de Mato Grosso do Sul para São Paulo evidencia o estado como centro logístico do tráfico. Residindo em cidades como Campo Grande, Dourados e Ponta Porã, operadores da organização criminosa coordenam a distribuição de drogas.
O desenrolar de um carregamento de cocaína, que deixou a fronteira no ano anterior com destino a São Paulo, teve um desfecho trágico. No último fim de semana, Eliston Aparecido Pereira da Silva, operador do tráfico local, foi assassinado em frente à sua casa, em Dourados. Ele foi morto pelos membros do PCC por uma falha em despachar 200 quilos de cocaína, apreendidos pela Polícia Civil em julho do ano anterior.
A droga, proveniente de Ponta Porã, estava destinada a ser distribuída contra agentes locais da facção criminosa. Dividido em dois carregamentos, uma parte seria enviada por Dourados, com Eliston encarregado da operação, enquanto o restante seguiria para Campo Grande.
Em outro incidente relacionado ao carregamento da capital, membros da facção tentaram enganar o PCC e acabaram assassinados por seus próprios colegas. Os corpos carbonizados de Thiago Brumatti Palermo e Marcelo dos Santos Vieira foram encontrados em um carro perto do Aeroporto Internacional de Campo Grande. Os dois foram executados por terem trocado parte da cocaína por gesso e massa corrida, visando vendê-la por conta própria.
No recente assassinato de Eliston em Dourados, a polícia agiu rapidamente, prendendo dois dos pistoleiros envolvidos. Os criminosos deixaram pistas, como balaclavas e ferramentas, além de um carro específico para o crime. Mesmo ferido, Eliston tentou se defender, enquanto sua namorada confrontou os atiradores.
Alguns dos envolvidos conseguiram fugir para Ponta Porã, enquanto outros dois foram presos em São Paulo ao tentarem embarcar em um ônibus. A investigação prossegue, evidenciando a continuidade da atuação do PCC na rota do tráfico do Paraguai para o Sudeste, com membros que levam vidas discretas em bairros de classe média em Mato Grosso do Sul. (com informação correiodoestado)
