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Por: Editorial | 18/03/2024 11:02
Ministros do governo Lula estão buscando uma reaproximação do presidente com os evangélicos, visando melhorar sua popularidade. No entanto, o cenário evangélico em 2024 é significativamente diferente dos primeiros mandatos de Lula. Com o advento das redes sociais e a disseminação instantânea de notícias, os evangélicos têm acesso a informações de forma rápida e concisa.
A rejeição ao presidente entre os evangélicos é alimentada por várias questões sensíveis. Primeiramente, as críticas severas contra Israel e o apoio ao HAMAS são malvistas, considerando o profundo respeito e admiração dos evangélicos pelo povo israelense. Além disso, a postura em relação às drogas e ao aborto, assim como a defesa de conceitos familiares tradicionais, são pontos de conflito com a base evangélica, que valoriza a ética e a verdade.
A eleição de Bolsonaro trouxe à tona um sentimento de brasilidade e uma expectativa de administração com menos corrupção, o que contrasta com o atual governo. Além disso, o papel ativo da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, como uma mulher evangélica influente na sociedade, também é destacado.
Mais dois fatos importantes dão conta que o povo evangélico ainda tem na memória a prisão de Lula e as ações jurídicas em que o sofreu, sendo livrado de tudo de modo "estranho" pelo STF. Ao invés de ajudar Lula, isso piorou. Outro que o discurso é diferente da prática, o que os evangélicos chamam de "hipocrisia", isso desmonta os discursos presidenciais.
O presidente e seus ministros ainda não perceberam que apenas promessas econômicas não são suficientes para conquistar o apoio dos evangélicos. Para esse público, a ética e a verdade são valores fundamentais, e como diz o ditado, "mentira tem perna curta".
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