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Por: Editorial | 13/08/2024 17:01
Uma enfermeira de 23 anos foi agredida a socos e xingada durante um atendimento no Hospital Municipal de Água Clara, a 192 quilômetros de Campo Grande, neste domingo (11). O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS) emitiu uma nota oficial sobre o ocorrido.
Segundo relatos, a enfermeira estava prestando atendimento à filha de uma mulher, que havia chegado ao hospital solicitando ajuda para a adolescente, que apresentava problemas de saúde. Ao pedir para a mãe preencher a ficha de atendimento, a mulher se exaltou e começou a ameaçar a profissional de saúde, utilizando palavras ofensivas e afirmando que iria "quebrar a cara" da enfermeira. A situação escalou e a polícia foi chamada.
Quando a polícia chegou, a equipe encontrou a adolescente já recebendo medicação. A mãe da paciente explicou que sua filha, com problemas cardíacos e em acompanhamento médico anual, havia passado mal e precisou ser levada ao hospital. Ela alegou que, ao solicitar socorro, a enfermeira informou que o atendimento só seria realizado após o preenchimento da ficha. A confusão se agravou quando a mulher, ao ser solicitada a acompanhar a polícia à delegacia, agrediu a enfermeira com um soco no rosto, ameaçando-a ainda mais.
O Coren-MS publicou a seguinte nota sobre o incidente:
“O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS) manifesta sua forte indignação e repúdio ao ato de violência ocorrido na noite de sábado (11) no Hospital Municipal de Água Clara-MS. A agressão covarde, em que uma mulher de 39 anos deu um soco no rosto da enfermeira, é inaceitável e representa um desrespeito não apenas à profissional agredida, mas a todos os trabalhadores da saúde que dedicam suas vidas ao cuidado e preservação da saúde humana.
Os profissionais de enfermagem se comprometem a servir com consciência, integridade e respeito pela dignidade humana. Exigimos que esse compromisso seja respeitado por todos, independentemente das circunstâncias. O atendimento, frequentemente realizado em situações de extrema vulnerabilidade, não deve ser palco de ameaças e agressões.
O desacato a funcionários públicos, especialmente em ambientes de saúde, é um crime passível de detenção, conforme o Art. 331 do Código Penal. Reiteramos nosso repúdio e apoio incondicional à enfermeira agredida e a todos os profissionais de saúde. Pedimos que as autoridades competentes tomem as medidas necessárias para evitar que tais atos de violência se repitam. A integridade física e psicológica dos profissionais de saúde deve ser preservada para que possam continuar a desempenhar seu papel vital na sociedade com segurança e dignidade.”
