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Divulgação/PCMS
Por: Editorial | 28/08/2024 10:14
Na manhã desta terça-feira (27), uma grande operação coordenada entre policiais civis da 1ª e 2ª Delegacias de Dourados, da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), e da Perícia Criminal, com o apoio da ENERGISA, foi deflagrada para combater furtos de energia elétrica e fraudes na medição de energia em imóveis no município.
A “Operação Quilowatt” mobilizou quatro equipes policiais, duas equipes de perícia técnica e 16 equipes da concessionária de energia. As equipes realizaram mapeamento e vistorias em 33 imóveis na cidade.
Com base em dados fornecidos pela Energisa, foram identificadas discrepâncias no consumo de energia em vários locais, o que levou as equipes a realizar fiscalizações detalhadas. A operação resultou na confirmação de ações criminosas relacionadas ao desvio de energia.
Ao final da operação, cinco pessoas foram conduzidas à 2ª Delegacia de Polícia, com quatro delas sendo autuadas em flagrante por crimes como furto de energia elétrica e estelionato.
O Delegado Lucas Albé Veppo, da 2ª Delegacia de Polícia, e Denise Simões, responsável pelas Relações Institucionais da ENERGISA, destacaram que o desvio de energia, conhecido popularmente como “gato”, pode configurar os crimes previstos nos artigos 155, §3º e 171 do Código Penal Brasileiro, referentes a furto e estelionato. Eles alertaram que essas ligações clandestinas podem resultar em acidentes fatais, como incêndios e explosões, e são a segunda maior causa de mortes relacionadas à energia elétrica no país.
Além dos riscos à segurança, as fraudes também geram um impacto econômico significativo. O prejuízo causado por essas práticas é repassado aos demais consumidores, que acabam arcando com parte dos custos associados à reposição das perdas decorrentes das ligações irregulares. As fraudes sobrecarregam a rede elétrica, comprometendo a qualidade do serviço e aumentando a suscetibilidade a interrupções e oscilações de energia.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estima que as fraudes no Brasil representam uma quantidade significativa de energia, equivalente a mais de 31,5 mil gigawatts, o que poderia abastecer grande parte do Estado de Mato Grosso do Sul.
As investigações continuam em Dourados para identificar possíveis pontos adicionais de irregularidades.
