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Protesto dos Policiais Civis de MS destaca críticas à valorização da categoria


Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com pouco mais de 1.600 policiais civis na ativa. Foto: Divulgação Por: Editorial | 02/09/2024 09:57

Na última quinta-feira, 29 de agosto, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul foi o cenário de um expressivo protesto liderado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol MS). Aproximadamente 600 policiais civis se reuniram no local para exigir uma revisão das condições salariais e de trabalho. O ato faz parte do movimento “Cumpra-se a Lei”, que busca garantir uma compensação justa para os agentes de segurança pública do estado.

Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com mais de 1.600 policiais civis, que desempenham um papel crucial na manutenção da ordem e segurança. No entanto, esses profissionais enfrentam uma realidade de desvalorização que compromete não apenas sua qualidade de vida, mas também a eficácia do sistema de segurança pública.

Contexto da Manifestação

O movimento “Cumpra-se a Lei” surgiu após a rejeição de uma proposta considerada insatisfatória pelo governo estadual. Em assembleia no dia 21 de agosto, a categoria decidiu não aceitar a proposta governamental, que não apresentou avanços nas negociações desde então. Os policiais civis pediram aos deputados estaduais a criação de uma comissão para intermediar as negociações com o governo.

Alexandre Barbosa, presidente do Sinpol MS, destacou a gravidade da situação: “Queremos que o Governo cumpra o que prometeu à categoria, colocando a Polícia Civil de MS entre os seis melhores salários do País. Apesar de nossa excelente performance na resolução de crimes, não recebemos o reconhecimento adequado.”

O sindicato reivindica um reajuste de 28% no subsídio, aumento do auxílio-alimentação para R$ 800,00, implementação do auxílio-saúde equivalente ao dos delegados, plantões voluntários remunerados e um adicional de fronteira. Atualmente, o salário dos policiais civis de Mato Grosso do Sul é o 18º mais baixo do Brasil e pode cair para a 21ª posição após as próximas negociações.

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Impactos da Falta de Valorização

José Sobrinho, diretor jurídico do Sinpol MS, alertou sobre os impactos negativos da falta de valorização: “A falta de reconhecimento financeiro afeta nossa motivação e bem-estar. Muitos policiais precisam buscar renda adicional nas folgas, resultando em desgaste físico e mental.” Ele também ressaltou que a falta de ajustes salariais prejudica a qualidade do serviço prestado e a sintonia com a população.

Policiais civis se uniram e estiveram juntos durante manifestação pelos direitos. (Foto: Marcos Maluf)

A resposta do governo estadual ainda é aguardada. “Após a mobilização, não recebemos retorno às nossas demandas. Enviamos um pedido ao presidente da Assembleia para que intermediasse as negociações e continuamos buscando diálogo”, afirmou Sobrinho, que enfatizou a importância do apoio da sociedade.

Relevância do Investimento em Segurança Pública

A manifestação de 29 de agosto não foi apenas um protesto, mas um apelo para que o governo e a sociedade reconheçam e valorizem o trabalho dos policiais civis. Investir em salários justos e em condições de trabalho adequadas é crucial para motivar os policiais e atrair novos talentos. A disparidade entre a excelência dos serviços prestados pela Polícia Civil e o baixo nível de remuneração é um paradoxo que precisa ser resolvido com urgência. Reconhecer e valorizar os policiais civis é, afinal, um investimento direto na segurança e bem-estar de toda a população. (Informações Campo Grande News)




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