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Reprodução/Midimax
Por: Editorial | 14/09/2024 10:55
Nesta sexta-feira (13), a ponte incendiada em um conflito recente entre indígenas e policiais militares foi reconstruída em uma ação coordenada pelos fazendeiros da região. A reconstrução foi iniciada no início da tarde com o auxílio de um caminhão-guincho que transportou as madeiras necessárias para os reparos.
O conflito ocorreu quando os indígenas atearam fogo na ponte e os policiais militares responderam com balas de borracha para impedir o acesso à Fazenda Barra. Segundo informações da Polícia Militar, a situação escalou com a intervenção dos agentes para manter a ordem e proteger a propriedade privada.
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) criticou a decisão apressada da Justiça Federal de Ponta Porã, que, na noite do mesmo dia, autorizou a atuação da PM em defesa da propriedade privada, considerando-a uma legitimação da violência contra a comunidade indígena.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) esclareceu que não há ordem de reintegração de posse em andamento e que a presença policial na região visa evitar novos conflitos.
Durante o confronto, um indígena foi ferido a tiros de bala de borracha e recebeu atendimento hospitalar. O proprietário da Fazenda Barra Mansa registrou um boletim de ocorrência no dia 10 de setembro, alegando que sua propriedade estava sendo incendiada por indígenas, caracterizando o incêndio como criminoso.
O advogado Anderson Santos relatou que, após a ocupação da fazenda pela comunidade de Nanderu Marangatu na quinta-feira (12), três indígenas ficaram feridos com balas de borracha, e um deles ainda se encontra internado.
Os indígenas afirmam que a Fazenda Barra Mansa é a última propriedade não retomada pela comunidade, sendo que uma tentativa anterior em 2016 resultou em um ataque por fazendeiros que vitimou Simeão Vilhalva.
