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Policiais civis de MS paralisam atividades por 24 horas em busca de melhorias


(Ana Laura Menegat, Midiamax) Por: Editorial | 19/09/2024 08:24

Nesta quinta-feira (19), os policiais civis de Mato Grosso do Sul decidiram paralisar suas atividades por 24 horas em todas as delegacias do estado. A mobilização faz parte de uma série de ações da categoria, que reivindica melhorias salariais e o cumprimento de promessas feitas pelo governo estadual. A paralisação, que começou às 8h da manhã, vai até o mesmo horário de sexta-feira (20).

O movimento é organizado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS) e faz parte de uma campanha salarial que teve início no final de agosto. Segundo o presidente do sindicato, Alexandre Barbosa, o objetivo é pressionar o governo a valorizar a categoria e reconhecer a importância do trabalho dos agentes.

Em nota divulgada na noite de quarta-feira (18), Barbosa destacou a importância do ato: "Os policiais civis de Mato Grosso do Sul realizam nesta quinta-feira (19) uma paralisação de 24 horas nos atendimentos das delegacias, iniciando às 8h e encerrando no mesmo horário de sexta-feira (20). A ação faz parte do movimento de campanha salarial da categoria, organizado pelo Sinpol-MS. O movimento, que teve início no final de agosto, tem o objetivo de pressionar o governo estadual para cumprir a promessa de valorização salarial da categoria e reconhecer a importância do trabalho dos policiais civis. Em Campo Grande, a concentração será em frente ao Depac Centro."

Barbosa garantiu que a paralisação não afetará serviços essenciais, como o atendimento a crianças, idosos, medidas protetivas e casos de flagrante. “A segurança pública será mantida e os casos mais urgentes continuarão a ser atendidos”, afirmou o presidente do Sinpol. Ele também conclamou a união de todos os policiais civis, filiados ou não, para fortalecer o movimento e demonstrar a urgência de uma resposta do governo.

Histórico de Mobilizações

No dia 5 deste mês, os policiais civis também realizaram uma paralisação, que contou com a adesão de 70% da categoria. Na ocasião, o protesto aconteceu em frente à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, e os serviços essenciais foram mantidos. Durante essa paralisação, que durou oito horas, medidas protetivas e flagrantes foram atendidos, mas atividades como registro de boletins de ocorrência, intimações e oitivas foram suspensas.

Na época, Barbosa explicou que o objetivo do movimento era abrir um canal de negociação com o governo. "É um alerta para tentarmos abrir um canal de diálogo. Não queremos prejudicar a população, mas, infelizmente, o governo do estado ainda não se dispôs a negociar com a categoria", disse ele.

A categoria aguarda uma resposta das autoridades estaduais para retomar as conversas sobre a valorização salarial e condições de trabalho.




Diário do Interior MS
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