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Foto: Ilustrativa/Midiamax
Por: Editorial | 24/09/2024 08:18
Uma mãe compareceu à Polícia Civil no último sábado (21) para denunciar um caso de humilhação e intolerância religiosa sofrida por sua filha, uma menina de 11 anos, em uma escola municipal de Campo Grande. O autor da agressão seria o professor de geografia da criança.
De acordo com relatos de familiares ao Jornal Midiamax, a aluna é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia e, na sexta-feira (20), foi à aula usando um lenço representativo de um clube da igreja. Durante a aula, o professor teria pedido que a menina retirasse o lenço, referindo-se ao acessório de forma pejorativa. "Ridículo, horrível, um trapo velho", teria dito o docente, segundo o boletim de ocorrência.
Mesmo após um estudante explicar que o lenço fazia parte das atividades do clube religioso, o professor insistiu para que a aluna o retirasse, ameaçando jogá-lo no lixo caso ela não obedecesse. Além disso, o professor teria mandado a menina desencostar da parede, pegando-a pelo braço esquerdo e ordenando que ela se sentasse ao seu lado, enquanto ria de sua situação, conforme relatado na denúncia.
A família afirma que o professor frequentemente adota um comportamento grosseiro com outros alunos e, de acordo com os relatos, chegou a cuspir no rosto da criança. A menina, abalada psicologicamente, tem expressado medo de retornar à escola e não deseja mais frequentar as aulas. “Ela está com medo, assim como outras crianças que devem depor na próxima segunda-feira (23). Foi humilhada na frente de todos”, relatou um parente.
Outros pais também planejam registrar boletins de ocorrência contra o professor e participar de uma reunião na escola para discutir a situação. A ideia é criar um abaixo-assinado pedindo o afastamento do docente.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que está ciente do ocorrido e que uma reunião será realizada na próxima terça-feira (24) com os pais, alunos, professor e direção escolar para tratar do caso. "A Semed esclarece que não compactua com nenhum ato de intolerância religiosa ou violência, seja por parte de servidores ou alunos. A equipe jurídica da Semed também está acompanhando a situação", afirmou a secretaria.
O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.
