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Por: Editorial | 24/09/2024 10:57
Nos últimos anos, os crimes de estelionato cibernético, que ocorrem por meio de links compartilhados em aplicativos de mensagens, e-mails ou ligações, têm crescido de forma significativa no Brasil. Em 2022, foram registrados mais de 750 mil casos, um aumento de quase 23%.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, um golpe acontece a cada 16 segundos no país, totalizando cerca de 1,9 milhão de ocorrências em 2023.
O delegado Carlos Afonso da Silva, da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo, observa que houve uma migração dos crimes patrimoniais para o ambiente digital, onde os criminosos encontram mais oportunidades. Desde 2022, a Divisão já cumpriu mais de 2 mil mandados de busca e apreensão contra indivíduos que atuam na internet. Neste ano, mais de 170 investigações estão em andamento, resultando na solução de 264 casos e no indiciamento de 235 pessoas.
Entre os acusados e presos por esses crimes cibernéticos estão influenciadores digitais que, apesar de exibir estilos de vida luxuosos nas redes sociais, foram flagrados em atividades ilícitas. Um exemplo é o influenciador Nego Di, detido em julho deste ano por arrecadar mais de R$ 5 milhões em rifas virtuais sem entregar os prêmios prometidos. Outro caso é o de Igor Fernando Palácio, que tem mais de 200 mil seguidores e foi preso em Itaquera, na zona leste de São Paulo, no início de agosto por aplicar golpes em idosos.
Para se proteger desses golpes, o delegado recomenda algumas dicas simples: não atender ligações ou responder mensagens de números não salvos no celular, especialmente aquelas que contêm imagens de conhecidos pedindo dinheiro e alegando que é um novo número. Além disso, é fundamental evitar clicar em links enviados por desconhecidos, uma das principais formas de fraudes cibernéticas.
