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Operação investiga prestação de contas falsas em construção de casas em Campo Grande


'Operação Moradia' apura suposto ato de improbidade administrativa na gestão de Alcides Bernal. Prefeitura teria firmado contrato com ONG para entrega de 300 casas, mas apenas 43 foram entregues.
Foto: Leandro Abreu/G1MS Por: | 28/05/2023 18:08

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) realizou, com apoio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO/MPMS), seis mandados de busca e apreensão em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (9), por conta da Operação Moradia, que investiga prestação de contas falsas em construção de casas na capital.

Um dos alvos da Operação é o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, que teria, supostamente, cometido um ato de improbidade administrativa em sua gestão. De acordo com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, a prefeitura, na gestão de Bernal, teria firmado um contrato com uma Organização Não-Governamental (ONG) para a construção de 300 casas para catadores que atuavam no antigo lixão.

No entanto, apenas 42 unidades foram entregues e, mesmo assim, com problemas na estrutura. Para justificar o gasto, a investigação apurou a existência de empresas de fachada e ainda prestações de contas falsas.

Os locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão não foram divulgados, mas segundo a assessoria de imprensa do MPMS, foram apreendidos documentos, agendas, registros contábeis, anotações, comprovantes de movimentações bancárias, cheques emitidos, computadores e notebooks. O material todo, agora, será periciado.

Procurado pelo G1 e pela TV Morena, o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, não havia respondido até a publicação desta reportagem.

G1 MS



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