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Foto: Leandro Abreu/G1MS
Por: | 28/05/2023 18:08
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) realizou, com apoio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO/MPMS), seis mandados de busca e apreensão em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (9), por conta da Operação Moradia, que investiga prestação de contas falsas em construção de casas na capital.
Um dos alvos da Operação é o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, que teria, supostamente, cometido um ato de improbidade administrativa em sua gestão. De acordo com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, a prefeitura, na gestão de Bernal, teria firmado um contrato com uma Organização Não-Governamental (ONG) para a construção de 300 casas para catadores que atuavam no antigo lixão.
No entanto, apenas 42 unidades foram entregues e, mesmo assim, com problemas na estrutura. Para justificar o gasto, a investigação apurou a existência de empresas de fachada e ainda prestações de contas falsas.
Os locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão não foram divulgados, mas segundo a assessoria de imprensa do MPMS, foram apreendidos documentos, agendas, registros contábeis, anotações, comprovantes de movimentações bancárias, cheques emitidos, computadores e notebooks. O material todo, agora, será periciado.
Procurado pelo G1 e pela TV Morena, o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, não havia respondido até a publicação desta reportagem.
