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O projeto World ID, que já tem uma grande adesão no Brasil, enfrenta preocupações sobre segurança e privacidade dos dados biométricos coletados. (Imagem: WorldApp | Divulgação)
Por: Editorial | 17/01/2025 08:38
Uma nova tendência tem ganhado força no Brasil: vender a íris por R$ 700. O projeto World ID, liderado por Sam Altman, CEO da OpenAI, propõe escanear a íris das pessoas para criar um “passaporte de humanidade” que visa distinguir humanos de robôs na internet. Em troca, os participantes recebem uma recompensa em worldcoins, a criptomoeda do projeto, que já está entre as 75 mais valiosas no mercado.
No Brasil, o projeto tem atraído atenção, com mais de 100 mil registros em apenas dois meses, colocando o país entre os destaques na adesão. No entanto, a proposta gerou controvérsias sobre privacidade, já que os dados biométricos ultrassensíveis são coletados por um dispositivo chamado Orb. Apesar da empresa Tools for Humanity garantir que o processo é seguro, muitos questionam o impacto do uso desses dados pessoais por uma gigante tecnológica.
Em outros países, como o Quênia e a Espanha, o projeto foi suspenso ou proibido devido a preocupações com a proteção de dados. No Brasil, a promessa de uma recompensa financeira atrai, especialmente, pessoas de baixa renda, enquanto outros levantam a questão do verdadeiro custo de “vender a alma” ao digital.
