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Homem preso por cárcere privado em MS tem versão contestada pela família da vítima


Família da mulher resgatada de possível cárcere privado defende que a situação foi distorcida e alega que o casal tem um relacionamento conturbado.
Casa onde a mulher e o filho foram resgatados de uma possível situação de cárcere privado em Campo Grande. (Foto: Reprodução/Polícia Civil) Por: Editorial | 17/02/2025 16:40

Na manhã do último sábado (15), um homem foi preso em Campo Grande pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), acusado de manter a esposa e o filho de 3 anos em cárcere privado em uma casa no bairro Guanandi. A Polícia Civil relatou que a residência estava em condições insalubres, com lixo e fezes de cachorro espalhados pelo quintal e um colchão destruído, onde a família se encontrava.

Entretanto, na tarde desta segunda-feira (17), uma familiar da vítima procurou a reportagem do Jornal Midiamax e apresentou uma versão diferente dos fatos. Ela afirmou que o casal, junto há cinco anos, tem um relacionamento conturbado, marcado por idas e vindas, e que, antes da prisão, a mulher teria agredido o companheiro durante um "surto" com uma tesoura. Após o incidente, o homem teria sido orientado pela mãe a registrar um boletim de ocorrência, mas optou por não o fazer.

De acordo com a familiar, a casa estava em condições precárias não devido ao cárcere, mas pela falta de limpeza e por causa das brigas constantes do casal, que resultavam em danos aos móveis. Ela explicou que sempre que os dois se desentendiam, mudavam de residência e destruiam os objetos. Além disso, a familiar garantiu que, ao contrário do que foi relatado pela Polícia Civil, a vítima nunca foi mantida em cárcere privado. Ela afirmou que a mãe da mulher havia ido até o local após um surto da filha e, em vez de acusar o companheiro de cárcere, apenas desejava que ela voltasse para Corumbá, já que os dois constantemente se separavam e reatavam.

O relatório da Polícia Civil também aponta que o companheiro teria queimado os documentos da mulher e da criança, mas a familiar afirmou que eles já estavam sem documentos há anos e nunca buscaram renová-los.

Após a prisão do homem, a família busca ajuda de advogados para tentar a sua liberdade. A familiar reforçou que, embora reconheça os erros de ambos, não acredita que ele deva ser preso por algo que considera não ter ocorrido.




Diário do Interior MS
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