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Mauro Cid afirma que Bolsonaro ordenou inserção de dados falsos sobre vacinação


Ex-ajudante de ordens relata que ex-presidente solicitou cartões fraudulentos para ele e sua filha
Mauro Cid afirmou à Polícia Federal que Bolsonaro ordenou a adulteração dos dados de vacinação contra a covid-19. Foto: Lula Marques/Agência Brasil Por: Editorial | 19/02/2025 17:15

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, declarou em delação premiada que recebeu ordens do então presidente para inserir dados falsos de vacinação contra a covid-19. A intenção era obter certificados fraudulentos para Bolsonaro e sua filha, já que o ex-presidente não se imunizou contra a doença.

O sigilo da delação foi derrubado nesta quarta-feira (19) por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em depoimento à Polícia Federal, prestado em agosto de 2023, Cid relatou que Bolsonaro fez o pedido após descobrir que ele próprio e sua família haviam conseguido cartões de vacinação falsificados por meio da adulteração de dados no sistema Conecte SUS.

Cid, que administrava a conta do Conecte SUS de Bolsonaro, afirmou ter impresso os cartões de vacinação e os entregado pessoalmente ao ex-presidente. Segundo o delator, o objetivo era utilizar os documentos em eventuais viagens internacionais, quando a comprovação da imunização ainda era exigida em alguns países. Os registros teriam sido apagados do sistema após a impressão.

Em 30 de dezembro de 2022, Bolsonaro viajou para os Estados Unidos acompanhado da esposa e da filha. No entanto, como utilizou passaporte diplomático, não precisaria apresentar o comprovante de vacinação contra a covid-19, conforme as regras norte-americanas. (Com informações Agência Brasil)




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