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Foto: divulgação
Por: | 28/05/2023 18:08
O G1 traz tudo o que aconteceu na CPI da Covid nesta sexta-feira (14). Não teve sessão da comissão, mas os bastidores foram movimentados.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski decidiu nessa sexta-feira que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello vai poder ficar em silêncio ao depor na CPI da Covid sempre que entender que as perguntas podem levá-lo ao risco de produzir prova contra si. Ele atendeu ao pedido da Advocacia-geral da União (AGU), que entrou com um pedido de habeas corpus na quinta-feira (13) para que Pazuello tenha o direito de ficar em silêncio no seu depoimento.
Nesta sexta-feira, o relator da CPI Renan Calheiros enviou um ofício ao STF em que disse que o trabalho da comissão ficaria prejudicado se o pedido da AGU fosse atendido.
Por lei, a AGU pode representar pessoas em atos cometidos por elas em razão de suas funções públicas. No caso da CPI, Pazuello foi convocado a prestar depoimento por atos cometidos no período em que chefiou o Ministério da Saúde.
A CPI quer ouvir Pazuello, o ministro que mais tempo ficou na Saúde durante a pandemia, para ter mais informações sobre as negativas à oferta de vacinas da Pfizer. General do Exército, ele comandou o Ministério da Saúde entre maio de 2020 e março de 2021 e o depoimento dele é um dos mais aguardados por integrantes da CPI.
A próxima semana tem o depoimento do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que deve ser perguntado sobre a relação do Brasil com a China e o impacto disso na aquisição de insumos para a produção de vacinas.
Na quinta-feira (20), está marcado o depoimento de Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde. Ela é conhecida nas redes sociais como “capitã cloroquina” por defender o uso desse medicamento contra a Covid, o que não tem eficácia comprovada para o tratamento da doença.
