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CPI da Covid: 'Presidente nunca me deu ordens diretas para nada', diz Eduardo Pazuello


Em depoimento à CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse nesta quarta (19/05) que o presidente Jair Bolsonaro "nunca deu ordens diretas para nada" enquanto ele foi ministro.
JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO Por: | 28/05/2023 18:08

"Em momento algum o presidente me desautorizou ou me orientou a fazer nada diferente do que eu estava fazendo", disse Pazuello. "As orientações foram fazer a coisa acontecer o mais rápido possível."

"O Presidente da República falou para mim e para todos os ministros várias vezes: assunto de saúde é com o Pazuello", disse o general.

No ano passado, no entanto, Pazuello afirmou em um vídeo que sua relação com o presidente "era simples". "Um manda e outro obedece", disse, em outubro de 2020.

Pazuello disse também que as ações não seguiram todas as orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde) porque não havia obrigação de seguir.

"Não somos obrigados a seguir orientações da OMS", afirma Pazuello em CPI da Covid.

"A posições da OMS não eram contínuas por causa da incerteza da pandemia".

"Usamos (as orientações) como base para nosso processo decisório", afirmou. "(Mas) as posições eram do ministério."

A Comissão Parlamentar de Inquérito investiga ações e omissões do governo durante a pandemia. Um dos objetivos dos senadores é descobrir se as decisões tomadas no combate à covid vieram do presidente ou foram tomadas pelo ministro.

O general foi o ministro que ficou mais tempo no cargo — 10 meses — durante a pandemia, após a saída de dois ministros, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Pazuello foi efetivado como ministro em setembro do ano passado e deixou a pasta em março, no auge da crise, em meio a críticas por sua atuação e investigação da Polícia Federal sobre sua conduta.

Inicialmente convocado para depor há duas semanas, Pazuello não compareceu à data inicial alegando risco de covid por ter tido contato com outras pessoas infectadas pela doença.

Seu depoimento foi então remarcado para esta quarta, o que deu tempo para o ex-ministro entrar na Justiça e pedir para que seu direito ao silêncio fosse garantido.

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) garantiu algum alívio ao ex-ministro: ele poderá não responder perguntas que possam incriminar a si mesmo. No entanto, ainda terá que responder sobre atitude de outras pessoas pessoas e emitir julgamentos.

BBC NEWS BRASIL



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