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Nova diretriz nacional orienta construção de unidades de saúde mais seguras e resilientes (Foto: Divulgação).
Por: Editorial | 01/12/2025 08:23
O Ministério da Saúde anunciou neste domingo (30) um investimento de R$ 9,8 bilhões em ações de adaptação no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na construção de novas unidades e na compra de equipamentos capazes de suportar impactos relacionados às mudanças climáticas.
Segundo a pasta, as medidas fazem parte do AdaptaSUS, apresentado durante a COP30, em Belém. O plano reúne estratégias para preparar a rede pública diante de eventos extremos, como ondas de calor, enchentes e secas prolongadas.
O anúncio ocorreu no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão). Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a crise climática já é um desafio direto para a saúde pública. Ele destacou que, no cenário global, um em cada 12 hospitais chega a paralisar suas atividades por causa de fenômenos climáticos severos.
Também foi lançado o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, que orienta a construção e a adaptação de UBS, UPAs e hospitais com estruturas reforçadas, sistemas próprios de energia e água, inteligência predial e padrões de segurança atualizados. O documento passa a integrar o Novo PAC Saúde.
Para detalhar e implementar as diretrizes de resiliência, foi criado um grupo técnico composto por especialistas do Ministério da Saúde, Fiocruz, Anvisa, Opas e representantes de conselhos de saúde.
No mesmo congresso, o ministério anunciou a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), estrutura que visa modernizar o sistema de avaliação ética de estudos com seres humanos. A proposta busca agilizar análises, evitar duplicidades, estabelecer critérios de risco e regulamentar biobancos, aproximando o país das práticas internacionais e ampliando sua participação na pesquisa clínica global. Com informações: Cenário MS.
