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A importância do “não” na educação e na formação dos filhos


Especialista destaca que estabelecer limites é essencial para o desenvolvimento emocional e social das crianças.
Professor aborda a importância dos limites na educação infantil (Foto: referência). Por: Editorial | 10/12/2025 08:38

Dizer “não” aos filhos é um dos maiores desafios para os pais, mas também um dos atos mais importantes na formação emocional e no desenvolvimento saudável das crianças. Segundo o especialista Carlos Alberto Rezende, conhecido como Professor Carlão, o “não” não representa autoritarismo, mas cuidado e responsabilidade. Ele explica que estabelecer limites é fundamental para ensinar valores como respeito, paciência e resiliência, que acompanharão a criança por toda a vida.

De acordo com Rezende, a felicidade gerada pela satisfação imediata é passageira e não contribui para a construção de uma autoestima sólida. Quando a criança enfrenta a frustração de receber um “não”, desenvolve capacidade de superação, essencial para lidar com desafios futuros. A superproteção, por outro lado, impede esse aprendizado e aumenta o esgotamento dos pais, que muitas vezes cedem por cansaço.

O especialista ressalta que a consistência é indispensável. Quando os pais mantêm a negativa diante de insistências, a criança entende que há firmeza e segurança nas decisões dos responsáveis, reduzindo comportamentos de teste de limites. A coerência entre o que se diz e o que se faz evita confusão e fortalece o vínculo familiar.

Rezende orienta que o “no” seja aplicado com equilíbrio, clareza e objetividade. Ele recomenda evitar respostas vagas, oferecer explicações breves e adequadas à idade da criança, selecionar as situações realmente importantes e manter a firmeza na decisão. Segundo ele, a palavra perde impacto quando usada em excesso ou quando é revertida após pressão emocional.

Os benefícios a longo prazo são significativos. Crianças que aprendem a lidar com frustrações tornam-se adultos com maior autocontrole, consciência de limites e capacidade de valorizar o esforço. Elas compreendem melhor a convivência social e se preparam para os desafios naturais da vida adulta.

Para Rezende, educar é equilibrar o “sim” e o “não”. Nem a permissividade total nem o autoritarismo são saudáveis. O limite dito com amor constrói confiança e respeito. Ele cita o provérbio chinês que diz: “Os pais que têm medo de colocar o pé no chão geralmente têm filhos que pisam na ponta dos seus pés”, reforçando que o “não” é uma ferramenta essencial para preparar os filhos para o mundo. Com informações: Campo Grande News




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