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BC mantém Selic em 15% ao ano diante de incertezas e inflação controlada


Comitê reforça cautela e indica que juros devem permanecer altos por período prolongado.
Copom mantém a Selic em 15% ao ano em meio a cenário de cautela na economia (Foto: Divulgação). Por: Editorial | 11/12/2025 08:47

O Banco Central decidiu manter a Taxa Selic em 15% ao ano, patamar que permanece inalterado há quatro reuniões consecutivas. A decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada nesta quarta-feira, já era esperada pelo mercado financeiro, que avaliava o cenário de desaceleração econômica e recuo da inflação.

Em comunicado, o Copom reafirmou que o atual ambiente econômico exige cautela e que a estratégia é manter os juros elevados por um período prolongado. O colegiado destacou que permanece atento e que poderá ajustar a política monetária caso julgue necessário.

“O comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou a nota.

A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando marcou 15,25% ao ano. Após atingir 10,5% em maio de 2024, os juros voltaram a subir em setembro do mesmo ano, chegando ao atual patamar em junho de 2025.

Inflação dentro da meta contínua
O principal objetivo da Selic é controlar a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em novembro, o indicador registrou alta de 0,18%, o menor resultado para o mês desde 2018. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,46%, voltando a ficar dentro do limite superior da meta contínua de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual.

Com o novo sistema de metas, em vigor desde janeiro, o BC passa a acompanhar mês a mês a inflação acumulada em 12 meses, o que permite ajustes ao longo do tempo e reduz a dependência do índice fechado de dezembro.

No Relatório de Política Monetária divulgado em setembro, o Banco Central projetou IPCA de 4,8% em 2025, previsão que deve ser revisada diante do comportamento recente do dólar e dos preços. Já o mercado financeiro está mais otimista: o boletim Focus aponta inflação de 4,4% ao fim deste ano, ligeiramente acima do teto da meta.

Impactos na economia
A manutenção da Selic em um nível elevado encarece o crédito e tende a desacelerar o consumo e a produção, estratégia adotada para conter pressões inflacionárias. Porém, juros altos também dificultam o crescimento econômico.

O BC revisou para 2% a previsão de expansão do PIB em 2025. O mercado projeta um desempenho um pouco melhor, estimando crescimento de 2,25%.

A taxa básica de juros serve de referência para operações de crédito, financiamentos e negociações de títulos públicos. Quando está alta, estimula a poupança e segura a demanda. Quando cai, barateia o crédito e incentiva a atividade econômica — mas só pode ser reduzida quando houver segurança de que a inflação está firmemente controlada. Com informações: Agência Brasil.




Diário do Interior MS
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