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Setor de eletrodomésticos e móveis vendeu 1% mais que no mês anterior. (Foto: IBGE)
Por: Editorial | 11/12/2025 14:23
O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 0,5% em outubro de 2025, na comparação com setembro, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (11) pelo IBGE. Essa foi a primeira alta estatisticamente significativa desde março. Em relação a outubro de 2024, o varejo avançou 1,1%, acumulando 1,5% no ano e 1,7% em 12 meses.
O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, destacou que o resultado rompeu o padrão recente de variações pequenas ou negativas. “Foi uma alta espalhada, pois o volume de vendas cresceu em sete dos oito setores investigados”, afirmou.
Sete das oito atividades tiveram expansão mensal
De setembro para outubro, na série com ajuste sazonal, cresceram:
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,2%)
Combustíveis e lubrificantes (1,4%)
Móveis e eletrodomésticos (1,0%)
Livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%)
Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,4%)
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%)
Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%)
O único recuo ocorreu em tecidos, vestuário e calçados (-0,3%), puxado sobretudo pelo segmento de moda.
Apesar do aumento no varejo de bens duráveis como móveis e eletrodomésticos, o PIB do terceiro trimestre mostrou queda no consumo das famílias, efeito atribuído pela Secretaria de Política Econômica à taxa básica de juros elevada no período.
Varejo ampliado cresce 1,1%
Ao incluir veículos e material de construção, o varejo ampliado registrou avanço de 1,1% frente a setembro. Os destaques foram:
Veículos, motos, partes e peças (3,0%)
Material de construção (0,6%)
O desempenho foi influenciado também pelo atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.
Comparação anual: seis das oito atividades crescem
Na comparação com outubro de 2024, o varejo subiu 1,1%, impulsionado por:
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,1%)
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (5,7%)
Móveis e eletrodomésticos (3,5%)
Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%)
Livros, jornais, revistas e papelaria (0,9%)
Hiper e supermercados (0,3%)
Houve queda em tecidos, vestuário e calçados (-3,3%) e estabilidade em combustíveis e lubrificantes (0,0%).
No varejo ampliado, frente ao ano anterior, houve recuo de 0,3%, com quedas em veículos (-4,3%) e material de construção (-3,9%).
Desempenho regional
De setembro para outubro, 19 das 27 unidades da Federação registraram alta no varejo. Os maiores avanços ocorreram em:
Espírito Santo (2,7%)
Rondônia (2,6%)
Distrito Federal (2,5%)
As maiores quedas foram em:
Mato Grosso (-1,8%)
Rio Grande do Sul (-1,2%)
Maranhão (-1,0%)
No varejo ampliado, 18 estados tiveram alta. Amapá (2,8%), Pernambuco (2,3%) e Distrito Federal (2,2%) lideraram. Os piores resultados vieram de Rio Grande do Sul (-2,6%) e Alagoas (-1,4%).
Na comparação anual, 20 estados cresceram no varejo, com destaque para:
Amapá (10,1%)
Rio Grande do Norte (8,3%)
Santa Catarina (4,8%)
As maiores quedas ocorreram em:
Roraima (-8,9%)
Piauí (-4,1%)
Rio de Janeiro (-1,8%)
No varejo ampliado, o volume caiu 0,3% ante outubro de 2024, com 11 estados registrando queda.
Sobre a pesquisa
A PMC acompanha a receita bruta de empresas formais do comércio varejista com 20 ou mais empregados desde 1995, apresentando mensalmente os resultados para o país e para as unidades da Federação. A próxima divulgação, referente a novembro de 2025, será em 15 de janeiro de 2026. Com informações: Agência GOV
