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Ataque a tiros em celebração judaica na Austrália deixa 15 mortos


Entre as vítimas estão uma criança de 10 anos, dois rabinos e um sobrevivente do Holocausto; caso é investigado como terrorismo.
Ataque a tiros durante celebração de Hanukkah deixou mortos e feridos na praia de Bondi, em Sydney (Foto: Reprodução/Redes sociais) Por: Editorial | 15/12/2025 13:33

Um ataque a tiros durante uma celebração judaica do festival de Hanukkah deixou 15 pessoas mortas na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, neste domingo (14). O evento, que marcava o primeiro dia da festividade religiosa, reunia famílias e membros da comunidade judaica quando dois homens, pai e filho, abriram fogo contra os participantes. As autoridades locais classificaram o caso como um ato terrorista.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram momentos de pânico, correria e desespero na praia, um dos pontos turísticos mais conhecidos do país. A repercussão do ataque foi imediata e gerou comoção internacional.

A vítima mais jovem identificada é Matilda, uma menina de 10 anos que morreu no hospital após ser baleada. A escola onde estudava lamentou a perda e a descreveu como uma criança alegre e brilhante. Familiares relataram que a irmã, que estava com ela no momento do ataque, enfrenta dificuldades para lidar com o trauma.

Entre os mortos também estão dois rabinos. Um deles é Eli Schlanger, de 41 anos, conhecido como o “Rabino de Bondi” e um dos principais organizadores do evento. Pai de cinco filhos, ele era líder local do movimento Chabad e foi lembrado por membros da comunidade como uma pessoa generosa e profundamente comprometida com o bem-estar coletivo. O outro rabino, Yaakov Levitan, atuava como coordenador de atividades religiosas e educacionais em Sydney.

Outra vítima foi Alexandre Kleytman, de 87 anos, sobrevivente do Holocausto, que morreu ao tentar proteger a esposa durante o ataque. O casal, imigrante da Ucrânia, vivia na Austrália há décadas e frequentava regularmente os eventos da comunidade judaica.

Também morreram Dan Elkayam, francês de 27 anos que vivia em Sydney; Peter Meagher, ex-policial que trabalhava como fotógrafo no evento; Tibor Weitzen, de 78 anos, morto ao tentar proteger familiares; Reuven Morrison, empresário e doador da sinagoga organizadora; e Marika Pogany, de 82 anos, voluntária ativa em organizações comunitárias.

As investigações seguem em andamento, enquanto autoridades reforçam a segurança e líderes mundiais manifestam solidariedade às vítimas e à comunidade judaica australiana. Com informações: g1




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