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Por que o acordo União Europeia-Mercosul é alvo de tanta disputa no agro?


Acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul enfrenta resistência do setor agrícola, com a França liderando a oposição; discussão pode ser encerrada nesta semana.
Protesto de agricultores franceses contra o acordo UE-Mercosul em 2024. (Foto: Reuters) Por: Editorial | 16/12/2025 07:12

O acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul está em uma fase crucial, com a possibilidade de ser assinado neste sábado (20) durante a Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu. No entanto, o acordo enfrenta forte oposição de diversos países, especialmente da França, maior produtora de carne bovina da UE, que teme os impactos negativos para seus agricultores.

A principal disputa no contexto do acordo envolve as chamadas salvaguardas agrícolas, que visam proteger o setor agrícola da UE de eventuais prejuízos devido ao aumento das importações de produtos do Mercosul, como carne e grãos. A possibilidade de a UE suspender temporariamente os benefícios do acordo em caso de danos ao setor agrícola é um ponto de grande preocupação para o agro brasileiro, que espera aumentar suas exportações para o mercado europeu, seu segundo maior cliente.

Além da França, outros países europeus, como Polônia e Hungria, têm se mostrado relutantes, com a Itália ocupando uma posição indecisa, o que torna sua decisão um fator crucial na votação. Se quatro estados-membros, representando 35% da população da UE, se opuserem, o acordo pode ser bloqueado. Por outro lado, países como Alemanha e Espanha, aliados do Brasil, veem o acordo como uma oportunidade para expandir mercados e reduzir a dependência de fornecedores como a China.

A principal resistência por parte dos opositores ao acordo está no temor de que os produtos brasileiros, mais competitivos devido a menores custos de produção, possam prejudicar os agricultores da UE. Além disso, há alegações de que a produção de alimentos no Brasil não segue os padrões ambientais e sanitários exigidos na Europa, o que poderia acelerar o desmatamento na Amazônia e permitir a entrada de agrotóxicos atualmente proibidos no bloco europeu.

Do lado dos defensores, como a Alemanha e a Espanha, o acordo é visto como uma chance de diversificar as alianças comerciais da UE e obter acesso a um mercado em expansão no Mercosul. Para o Brasil, além do aumento nas exportações agrícolas, o acordo também representaria a redução de tarifas sobre produtos como vinhos, queijos e presunto, essenciais para os exportadores europeus. Com informações: g1




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