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Atuação da Famasul em reuniões, fóruns e comissões ao longo de 2025 reforçou o protagonismo do agronegócio de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação/Famasul)
Por: Editorial | 17/12/2025 07:47
Em um ano marcado por debates intensos, decisões estratégicas e avanços estruturantes para o agro sul-mato-grossense, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) encerrou 2025 com um balanço robusto. Até novembro, foram realizadas 331 reuniões e registradas participações ativas em 271 representações em conselhos, comissões e fóruns, reforçando o protagonismo da entidade na formulação de políticas públicas, na defesa agropecuária e na construção de soluções técnicas que impactam diretamente a competitividade das cadeias produtivas do Estado.
Segundo análise do Departamento Técnico da Famasul, 2025 foi um ano positivo, com avanços sanitários, regulatórios e institucionais que fortaleceram a competitividade de Mato Grosso do Sul. Mesmo diante de pressões climáticas, tributárias e de mercado, o Estado conseguiu ampliar programas, atualizar marcos legais e garantir segurança sanitária.
De acordo com a coordenadora do departamento técnico, Tamiris Azoia, a Famasul atuou de forma estratégica na defesa dos interesses dos produtores e na melhoria do ambiente de negócios em diversas frentes. Para ela, apesar dos desafios, o ano se consolidou como um período de grandes entregas, que criaram bases sólidas para um crescimento sustentável e competitivo nos próximos anos.
Em 2025, algumas comissões tiveram papel especialmente relevante no fortalecimento institucional e no avanço das políticas públicas do setor agropecuário. A atuação da Famasul na Comissão Nacional de Equideocultura da CNA foi um dos destaques, funcionando como elo técnico entre entidades nacionais do segmento do cavalo e a Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (IAGRO). Essa articulação permitiu compartilhar tecnologias desenvolvidas no Estado, como a Resenha Virtual de Equinos e o App do Transportador, que passaram a ser considerados referência para o futuro Passaporte Equestre Nacional.
Na agricultura familiar, a Federação teve participação expressiva nas Conferências Territoriais por meio do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (CEDRAF/MS). Outra ação estratégica foi relacionada ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) de 2025, com resultados diretos para os produtores: cinco municípios mantiveram os valores sem reajuste e 28 tiveram reajustes de até 7%, abaixo do inicialmente comunicado pelas prefeituras.
Na bovinocultura de leite, a Famasul contribuiu, por meio da Comissão Nacional de Bovinocultura de Leite da CNA, para a retomada dos estudos de defesa antidumping, considerados estratégicos para proteger a indústria e os produtores diante do aumento das importações. Outro marco foi a entrada de Mato Grosso do Sul na Aliança Láctea Sul-Brasileira, com atuação no Grupo de Trabalho de Exportação, apoiando propostas para ampliar mercados internacionais e fortalecer a competitividade do setor.
No âmbito estadual, a entidade atuou na Câmara Setorial do Leite na construção do Programa PROLEITE, lançado durante a Expogrande 2025. Entre os resultados estão a assinatura do Termo de Cooperação entre a Semadesc e o Senar/MS para protocolos de inseminação artificial em tempo fixo, transferência de embriões e o Programa Extraleite, que concede incentivo financeiro durante o período crítico da seca.
A Famasul também teve atuação relevante em temas como rastreabilidade, sanidade animal, bioinsumos e enfrentamento aos javalis. A entidade participou da construção do Programa Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos, defendendo prazos adequados de implementação para evitar impactos financeiros imediatos aos produtores. Outro avanço histórico foi o reconhecimento de Mato Grosso do Sul e do Brasil como áreas livres de febre aftosa sem vacinação, resultado de quase uma década de trabalho, com participação ativa da Famasul no Comitê Estadual Gestor do Plano Estratégico do PNEFA 2017–2026.
Em 2025, o 8º Fórum do Plano Estratégico do PNEFA registrou recorde de público, com 130 participantes presenciais e 280 online, evidenciando o engajamento do setor. No III Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, a Famasul assumiu a vice-coordenação da Câmara Técnica de Conflitos de Coexistência entre Populações Humanas e Javalis, aprofundando análises sobre impactos econômicos e riscos sanitários. Em nível federal, contribuiu tecnicamente para o debate da Lei dos Bioinsumos, garantindo aprimoramentos no marco regulatório e segurança jurídica para os produtores.
Na piscicultura, houve um dos avanços fiscais mais relevantes do ano. Atendendo a uma demanda histórica da Câmara Setorial, o Governo do Estado publicou decreto que zerou o ICMS nas vendas internas de peixe fresco e congelado e reduziu para 1% o imposto nas operações interestaduais, tornando a cadeia mais competitiva. Já nas cadeias de aves e suínos, a Famasul teve papel central no retorno do Foniagro, fortalecendo a interlocução entre produtores integrados e a indústria.
Também foram registrados avanços nas relações contratuais da avicultura, com reuniões conduzidas por consultores da CNA e da Famasul junto às CADECs, resultando em melhorias no preço pago ao produtor e maior equilíbrio nas condições contratuais.
Outro destaque foi a concessão de incentivos fiscais para culturas de pulses. Com base em estudo técnico realizado pela Famasul em parceria com a Aprosoja/MS, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 16.649/2025, que concedeu diferimento do ICMS nas operações internas de culturas como carinata, chia, gergelim, grão-de-bico, lentilha e linhaça, estimulando a diversificação produtiva e o beneficiamento local.
Os resultados de 2025 consolidaram bases sólidas para novos avanços no agronegócio sul-mato-grossense. A expectativa é de um 2026 ainda mais dinâmico, com melhorias estruturais, expansão de políticas públicas e fortalecimento das cadeias produtivas. Para isso, a Famasul e o Senar/MS reafirmam o compromisso de atuar ao lado do produtor, ampliando a defesa sanitária, qualificando a mão de obra e representando, com diálogo e firmeza, os interesses do setor no Estado. Com informações: FAMASUL
