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Dólar supera R$ 5,50 e bolsa recua em dia de instabilidade no mercado financeiro


Moeda norte-americana atinge maior patamar desde agosto, enquanto Ibovespa cai pelo segundo dia seguido, pressionado por fatores internos e externos.
Painel da bolsa de valores reflete a volatilidade do mercado financeiro em dia de alta do dólar e queda do Ibovespa. (Foto: Divulgação). Por: Editorial | 18/12/2025 07:22

O mercado financeiro brasileiro enfrentou mais um dia de forte instabilidade nesta quarta-feira (17). O dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 5,50 pela primeira vez desde outubro e encerrou o pregão vendido a R$ 5,522, com alta de 1,09%. Durante toda a sessão, a moeda operou em elevação, alcançando a máxima de R$ 5,53 por volta das 14h, no maior valor desde 1º de agosto.

Com a quarta alta consecutiva, o dólar acumula valorização de 3,5% em dezembro, embora ainda registre queda de 10,63% no acumulado de 2025. A pressão cambial ocorre em um período típico de aumento da demanda por moeda estrangeira, impulsionado pelas remessas de lucros de filiais de empresas estrangeiras para o exterior no fim do ano.

No mercado de ações, o cenário também foi negativo. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 157.327 pontos, com recuo de 0,79%, marcando a segunda queda consecutiva. A volatilidade refletiu tanto fatores externos quanto internos.

No cenário internacional, o dólar apresentou leve valorização frente às principais moedas, diante das incertezas sobre os rumos da política monetária dos Estados Unidos, após a divulgação de dados que mostraram a criação de empregos acima do esperado em novembro. No ambiente doméstico, o clima político e econômico pesou ainda mais. As articulações em torno das pré-candidaturas para as eleições presidenciais do próximo ano aumentaram a cautela dos investidores.

Além disso, a indefinição sobre o início do ciclo de queda da Taxa Selic contribuiu para a aversão ao risco. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (16), não indicou com clareza quando o Banco Central começará a reduzir os juros. Com a Selic em patamar elevado, cresce a migração de recursos da bolsa para aplicações em renda fixa, pressionando ainda mais o mercado acionário. Com informações: Agência Brasil.




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