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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronuncia contra o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e condena a captura de Nicolás Maduro como violação da soberania nacional (Foto: Agência Brasil).
Por: Editorial | 03/01/2026 11:07
O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro provocaram reações políticas divergentes no Brasil neste sábado (3). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou a ação americana, afirmando que os bombardeios em território venezuelano e a captura de Maduro ultrapassam “uma linha inaceitável” e representam uma “afronta gravíssima à soberania” do país vizinho. Lula afirmou que a intervenção violou o direito internacional e alertou contra um mundo em que “a lei do mais forte” prevalece, defendendo que a Organização das Nações Unidas responda de maneira vigorosa ao episódio e reiterando a disposição do Brasil em promover soluções por meio do diálogo e da cooperação entre os países.
Paralelamente, o líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), fez uma publicação nas redes sociais repudiando os ataques dos EUA e defendendo que a crise na Venezuela deve ser mediada por organismos internacionais, como a ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Farias ressaltou a importância de buscar a paz na Venezuela por meio de negociação, preservando vidas e respeitando a soberania dos povos, afirmando que a independência e a autodeterminação das nações são preceitos básicos que devem ser observados em qualquer solução.
Por outro lado, a liderança da direita no Congresso brasileiro também se manifestou. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), comemorou a captura de Maduro, chamando o episódio de “marco histórico”. Em postagem no X, ele afirmou que a prisão de Nicolás Maduro não é apenas um fato político, mas um momento histórico, e que a história é implacável com regimes considerados tirânicos. Outros parlamentares alinhados à direita também celebraram a operação americana, avaliando que a ação pode representar o fim de um governo autoritário na Venezuela e uma oportunidade de renovação para a região.
As reações brasileiras refletem a polarização política interna diante de um evento internacional de grande impacto, com setores do governo defendendo a soberania e o multilateralismo e setores da oposição saudando a queda do líder venezuelano como um avanço contra regimes autoritários na América Latina. Com informações: CNN/ Agência Brasil
