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Médicos chineses enxertam orelha no pé para preservar tecido e reconstruir rosto após grave acidente


Procedimento inovador e raro envolveu cirurgia de 10 horas, preservação do órgão por cinco meses e reimplante bem-sucedido.
médicos enxertaram a orelha no pé da paciente para preservar o tecido antes do reimplante definitivo no rosto. (Foto: Imagem Ilustrativa) Por: Editorial | 03/01/2026 11:25

Uma equipe de cirurgiões do Hospital Provincial de Shandong, na cidade de Jinan (China), realizou um procedimento considerado inédito na medicina reconstrutiva: enxertou a orelha de uma paciente no dorso do pé para mantê-la viva e vascularizada enquanto outras partes de seu rosto eram reconstruídas. 

A paciente, identificada apenas pelo sobrenome Sun, sofreu um grave acidente de trabalho em abril de 2025, envolvendo máquinas pesadas, que resultou na perda da orelha e em ferimentos severos no couro cabeludo, pescoço e face. Devido à extensão das lesões e ao dano na rede vascular da cabeça, os médicos concluíram que não seria possível reimplantar a orelha imediatamente. 

Para preservar o tecido com integridade — garantindo fluxo sanguíneo adequado até que o crânio, couro cabeludo e pele cicatrizassem —, os cirurgiões decidiram conectar a orelha ao pé, local escolhido por apresentar vasos sanguíneos compatíveis e tecido semelhante ao da cabeça em termos de espessura. A cirurgia principal durou cerca de dez horas, exigindo a conexão de vasos extremamente finos, com diâmetro entre 0,2 e 0,3 milímetros.

Nos primeiros dias após o procedimento, a equipe enfrentou desafios com a circulação do tecido enxertado, o que exigiu sangrias manuais realizadas repetidamente para restabelecer o fluxo sanguíneo. Enquanto isso, o couro cabeludo foi reconstruído com enxertos de pele retirados do abdômen da paciente. 

Após cinco meses de recuperação e cicatrização, a equipe médica conseguiu realizar o reimplante definitivo da orelha no local de origem, em uma cirurgia de aproximadamente seis horas. A paciente recebeu alta hospitalar com a função facial e tecidual praticamente recuperada. Procedimentos complementares, como reconstrução de sobrancelhas e redução de cicatrizes no pé, ainda estão previstos. 

O caso foi publicado em uma revista médica em dezembro de 2025, marcando um avanço significativo nas técnicas de preservação e reconstrução de tecidos complexos em cirurgias pós-traumáticas. Com informaçoes: A Rede.




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