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Delcy Rodríguez assume Presidência interina após captura de Nicolás Maduro


Decisão do Supremo e reconhecimento das Forças Armadas mantêm vice no comando da Venezuela por 90 dias.
Vice-presidente e ministra do Petróleo da Venezuela, Delcy Rodríguez, fala à imprensa em Caracas, na Venezuela, em 10 de março de 2025. Foto: Reuters Por: Editorial | 04/01/2026 17:14

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente a Presidência após forças dos Estados Unidos realizarem um ataque de grande escala ao país e capturarem Nicolás Maduro na madrugada de sábado (3).

A nomeação foi determinada pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, que decidiu mantê-la no comando para garantir a continuidade administrativa e a defesa da nação após a retirada de Maduro do poder. A Constituição venezuelana prevê que, confirmada a remoção do chefe de Estado, a vice-presidente assuma a Presidência de forma interina.

Neste domingo (4), as Forças Armadas também reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina. Em pronunciamento em rede nacional, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, afirmou que a decisão do Supremo será respeitada e que o mandato provisório terá duração de 90 dias.

Em sua primeira manifestação após a captura de Maduro, Rodríguez pediu calma à população e declarou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”. Ela classificou a ação dos Estados Unidos como um “sequestro”.

Advogada de 55 anos, Delcy Rodríguez ocupa cargos de destaque no governo venezuelano desde 2003, ainda durante a gestão de Hugo Chávez. Com perfil combativo, tornou-se presença constante nos momentos de maior tensão institucional do país.

Também neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou à revista The Atlantic que Rodríguez enfrentará “consequências severas” caso não coopere com Washington. Segundo ele, os próximos passos da dirigente podem gerar custos políticos ainda mais altos do que os enfrentados por Maduro.

De acordo com o jornal The New York Times, semanas antes da operação que resultou na captura do líder venezuelano, autoridades americanas já consideravam o nome de Delcy Rodríguez aceitável como solução temporária de transição.

Trajetória de Delcy Rodríguez

Figura central do chavismo, Delcy Eloína Rodríguez Gómez nasceu em Caracas, em 18 de maio de 1969. É filha de Jorge Antonio Rodríguez, fundador da Liga Socialista, morto em 1976 enquanto estava sob custódia policial, e irmã de Jorge Rodríguez Gómez, ex-vice-presidente da Venezuela e ex-prefeito de Caracas.

Formada em direito pela Universidade Central da Venezuela, com especialização em direito do trabalho, afirma ter cursado pós-graduação em Paris e Londres. Atuou como professora universitária e presidiu uma associação de advogados trabalhistas.

A carreira política teve início em 2003, com funções técnicas ligadas à Vice-Presidência e ao Ministério de Energia e Minas. Desde então, acumulou cargos estratégicos na administração pública e na diplomacia venezuelana, incluindo os postos de chanceler, presidente da Assembleia Nacional Constituinte e vice-presidente executiva do país.

Também integrou a cúpula do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e liderou, por curto período, o movimento Somos Venezuela, criado como braço político e social do governo.

Desde 2018, Delcy Rodríguez é alvo de sanções impostas por países como Estados Unidos, membros da União Europeia, Canadá, México e Suíça, que incluem congelamento de ativos e restrições de entrada. Nos últimos meses, intensificou críticas a Washington, condenando sanções econômicas, apreensões de ativos e a venda de empresas estatais no exterior.

Com discurso duro e protagonismo crescente, Rodríguez surge como a principal liderança do chavismo diante da ofensiva militar americana e das incertezas sobre o futuro político da Venezuela. Com informações g1




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