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Após ataque à Venezuela, Trump diz que nova operação militar contra a Colômbia “soa bem”


Presidente dos Estados Unidos também critica governos da Colômbia e do México após captura de Nicolás Maduro em ofensiva militar americana.
Donald Trump fala com jornalistas a bordo do Air Force One após declarar que uma possível operação militar contra a Colômbia “soa bem” para seu governo (Foto: Jonathan Ernst/Reuters). Por: Editorial | 05/01/2026 08:31

Após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, o presidente americano Donald Trump afirmou que uma nova operação militar, desta vez contra a Colômbia, “soa bem” para ele. A declaração foi feita a jornalistas na noite de domingo (4), a bordo do Air Force One, aeronave oficial da presidência.

Trump acusou a Colômbia de ser governada por “um homem doente”, em referência direta ao presidente Gustavo Petro, primeiro chefe de Estado de esquerda do país. Segundo o republicano, o governo colombiano estaria associado à produção e ao envio de cocaína para os Estados Unidos. “A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos — e não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de uma ação militar americana contra a Colômbia, Trump respondeu de forma direta: “Soa bem para mim”. Em outubro de 2025, o governo dos EUA já havia aplicado sanções contra Gustavo Petro, o que aumentou a tensão diplomática entre os dois países.

O presidente americano também fez críticas ao México, afirmando que o país precisa “se organizar” e que os Estados Unidos precisam “fazer alguma coisa” em relação ao governo mexicano. Trump não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas.

Em resposta às declarações, o presidente colombiano Gustavo Petro repudiou as falas de Trump nesta segunda-feira (5). Ele classificou os comentários como uma “ameaça ilegítima” e acusou o governo americano de agir por interesses políticos ao atacar verbalmente a Colômbia.

Trump também comentou a situação de Cuba durante a conversa com jornalistas. Segundo ele, uma intervenção militar americana no país não seria necessária, pois o governo cubano estaria próximo de um colapso interno. “Cuba está prestes a ser nocauteada”, declarou.

As declarações ocorrem após a operação militar dos Estados Unidos em Caracas, realizada na madrugada do último sábado (3), que levou à prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram capturados por forças americanas e retirados do país.

Com a deposição de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi nomeada presidente interina da Venezuela. A decisão foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça venezuelano, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do país. As Forças Armadas também reconheceram Rodríguez como chefe de Estado interina por um período inicial de 90 dias, conforme anunciado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino.

Trump afirmou que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela após a captura de Maduro, ao mesmo tempo em que mantêm contato com o novo governo interino. Questionado sobre quem estaria efetivamente no poder, o presidente respondeu que a situação seria “muito controversa”, mas reforçou: “Isso significa que nós estamos no comando”.

Já o secretário de Estado americano, Marco Rubio, adotou um discurso mais cauteloso. Em entrevista à emissora CBS, ele afirmou que os Estados Unidos não pretendem interferir diretamente no governo cotidiano da Venezuela. Segundo Rubio, o país continuará sob a chamada “quarentena do petróleo”, uma política de restrições já existente sobre navios-tanque e exportações venezuelanas.

De acordo com o secretário, a medida será utilizada como instrumento de pressão para promover mudanças políticas, especialmente na gestão da indústria do petróleo e no combate ao tráfico de drogas.

Nicolás Maduro foi levado para Nova York no sábado à noite, onde chegou sob custódia ao centro de detenção ligado à Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA). Imagens do líder venezuelano escoltado por agentes foram divulgadas por um perfil oficial da Casa Branca nas redes sociais.

Maduro deve comparecer nesta segunda-feira (5) diante de um juiz federal em Manhattan, às 14h (horário de Brasília), para uma audiência de custódia. Ele responderá a acusações de narcotráfico. Sua esposa, Cilia Flores, também deverá se apresentar à Justiça americana.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, composto por 15 países, está previsto para se reunir ainda nesta segunda-feira para discutir a legalidade da captura do presidente venezuelano por forças estrangeiras. Com informações: g1




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