|
Hoje é Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026.
Donald Trump durante declaração à imprensa após ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
Por: Editorial | 05/01/2026 16:11
Um dia após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a elevar o tom no cenário internacional ao ameaçar anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e ao sugerir uma possível ação militar contra a Colômbia.
As declarações de Trump provocaram reações imediatas do governo dinamarquês. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que os Estados Unidos não têm qualquer direito de anexar territórios pertencentes ao Reino da Dinamarca. Segundo ela, não faz sentido discutir a tomada da Groenlândia, lembrando que o país integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e conta com garantias de segurança da aliança militar, liderada pelos próprios EUA.
Frederiksen ressaltou ainda que já existe um acordo de defesa que concede amplo acesso militar norte-americano à Groenlândia e que a Dinamarca tem investido significativamente na segurança do Ártico. A chefe de governo pediu o fim das ameaças e reforçou que o território não está à venda.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também repudiou as declarações. Em redes sociais, afirmou que o país não pode ser tratado como objeto de retórica de superpotência e classificou como desrespeitosa qualquer associação entre a Groenlândia e intervenções militares.
Em entrevista à revista The Atlantic, Trump justificou o interesse no território alegando razões de segurança nacional. Segundo ele, a presença de navios russos e chineses na região tornaria a Groenlândia estratégica para os Estados Unidos. As ameaças de anexação vêm sendo feitas desde o início de seu mandato, em janeiro de 2025, e foram novamente rejeitadas por líderes europeus, incluindo representantes da Finlândia, Noruega, Suécia e do Reino Unido, que defenderam que apenas a Groenlândia e a Dinamarca têm o direito de decidir o futuro do território.
Além da Groenlândia, Trump voltou a atacar a Colômbia. Ao comentar a possibilidade de uma ação militar, afirmou que a ideia “soa bem” e acusou o país de produzir e vender cocaína aos Estados Unidos. As declarações foram direcionadas ao presidente colombiano, Gustavo Petro.
Petro reagiu negando qualquer envolvimento com o narcotráfico e afirmou que sua legitimidade é respaldada pela população. Ele declarou que pediu ao povo colombiano que defenda a soberania nacional contra qualquer ato ilegítimo de violência externa, ressaltando que as forças de segurança devem proteger o país de invasões, e não agir contra a própria população. Com informações: Diário Digital
