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Especialistas alertam que idosos precisam de acompanhamento médico e nutricional ao usar canetas emagrecedoras (Foto: Divulgação).
Por: Editorial | 07/01/2026 09:14
O uso de canetas emagrecedoras por pessoas idosas requer atenção redobrada, alertou nesta terça-feira (6) o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Leonardo Oliva, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo ele, sem orientação médica adequada, pessoas com 60 anos ou mais correm maior risco de efeitos adversos imediatos, como náuseas, vômitos, dificuldade de ingestão de alimentos e água, o que pode levar à desidratação e a distúrbios eletrolíticos graves. A médio prazo, a desnutrição também é uma preocupação.
“Cerca de um terço do peso perdido com essas medicações é massa muscular. Não há como emagrecer apenas gordura; o corpo perde músculo junto”, explica Oliva. A perda de massa muscular na população idosa pode comprometer a funcionalidade, ou seja, a capacidade de realizar atividades do dia a dia, e em alguns casos, esse dano pode ser irreversível.
O diretor-científico da SBGG, Ivan Aprahamian, reforça que a combinação de menor apetite, náuseas e perda rápida de peso pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física.
Tratamento adequado
De acordo com Oliva, as canetas emagrecedoras são medicamentos indicados para tratar obesidade, diabetes tipo 2 e apneia do sono, e não para fins estéticos ou perda de poucos quilos. “São uma inovação fantástica da medicina, mas precisam ser usadas de maneira apropriada”, afirma.
Para idosos, é fundamental que o tratamento da obesidade seja acompanhado por equipe médica, nutricional e profissionais de educação física ou fisioterapia, garantindo atividades físicas regulares para minimizar a perda muscular. Emagrecer muito rápido aumenta o risco de comprometer a massa muscular.
Conscientização sobre envelhecimento
Oliva ressalta que, com o envelhecimento, há tendência genética ao acúmulo de gordura e substituição de músculo por gordura. “Essa é uma memória genética associada à dificuldade de obter alimentos, mas excesso de gordura é um marcador de saúde ruim. A obesidade é uma doença grave.”
O especialista enfatiza que o objetivo do emagrecimento deve ser a busca por saúde, e não apenas a redução de peso. Isso envolve alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e cuidado com a saúde emocional e psicológica.
Compra segura
Outro ponto crítico é a aquisição das medicações apenas em farmácias legalizadas, com receita médica. Produtos de procedência duvidosa vendidos no mercado paralelo podem causar contaminações, infecções e outros riscos graves à saúde.
“A receita médica garante que a medicação seja usada apenas após avaliação profissional, evitando consequências deletérias”, conclui Oliva. Com informações: Agência Brasil.
