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Aurineide de Oliveira Chaves, de 54 anos, aguarda cirurgia de reconstrução mamária após vencer dois cânceres em Campo Grande (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 12/01/2026 07:29
Aos 54 anos, a técnica em enfermagem e cuidadora social Aurineide de Oliveira Chaves, moradora de Campo Grande, enfrenta mais um desafio após vencer dois tipos de câncer. Conhecida como Neide Chaves, ela aguarda há meses na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar a cirurgia de reconstrução mamária, procedimento considerado fundamental para sua recuperação física e emocional após uma mastectomia total realizada em fevereiro de 2025.
Neide vive sozinha e está afastada do trabalho desde novembro de 2022, quando contraiu Covid-19. Em um curto período, enfrentou três episódios da doença, conseguindo se recuperar. Pouco tempo depois, em janeiro de 2023, recebeu o diagnóstico de câncer de tireoide, passando por uma tireoidectomia total em abril do mesmo ano. Desde então, segue em acompanhamento médico contínuo e faz uso diário de medicação.
Quando acreditava ter superado os maiores problemas de saúde, em janeiro de 2025 foi diagnosticada com câncer de mama. A cirurgia ocorreu no mês seguinte, com a retirada total da mama esquerda e o esvaziamento da axila. Como consequência, Neide perdeu parte da força do braço esquerdo e desenvolveu neuropatia nos braços e nas mãos, o que compromete significativamente sua qualidade de vida e capacidade de trabalho.
Apesar de já estar liberada clinicamente para a reconstrução mamária, o procedimento segue sem previsão de realização pelo SUS. Apenas no hospital onde realiza acompanhamento, mais de 100 mulheres aguardam na fila. A demora tem impactado diretamente sua autoestima e saúde emocional.
“Atualmente, recebo apenas um salário mínimo do INSS, que mal cobre as despesas básicas e os medicamentos”, relata. O custo da cirurgia na rede privada, incluindo prótese e equipe médica, gira em torno de R$ 35 mil, valor incompatível com sua realidade financeira.
Diante disso, Neide decidiu tornar sua história pública e iniciou uma mobilização solidária para arrecadar recursos por meio de uma vaquinha. O objetivo é conseguir realizar a cirurgia e retomar a própria identidade. Ela também pede apoio na divulgação do caso e ajuda de profissionais da área de cirurgia plástica que possam colaborar com o procedimento. “Hoje, graças a Deus, estou viva. Só peço uma chance de seguir em frente com dignidade”, afirma.
A reportagem informou que tentou contato com autoridades da área da saúde para obter esclarecimentos sobre a realização do procedimento, mas não obteve resposta até o fechamento do material. Enquanto isso, Neide segue na luta e disponibilizou uma chave Pix para doações: (67) 9236-9550. Com informações: Giro News
