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Secretário Jaime Verruck destaca crescimento das exportações de Mato Grosso do Sul para a União Europeia e expectativa de ampliação com o acordo Mercosul–UE (Foto: Divulgação/Semadesc).
Por: Editorial | 12/01/2026 13:19
Mato Grosso do Sul exportou 3,76 milhões de toneladas de produtos para a União Europeia ao longo de 2025, movimentando US$ 1,3 bilhão. No mesmo período, o Estado importou 77 mil toneladas de mercadorias do bloco europeu, totalizando US$ 492 milhões. Os dados são de levantamento da Assessoria de Economia da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e revelam um saldo positivo de US$ 812 milhões na balança comercial sul-mato-grossense com o bloco.
A União Europeia foi o segundo bloco econômico mais relevante para as exportações do Estado no ano passado, atrás apenas do conjunto de mercados asiáticos. Ao todo, Mato Grosso do Sul manteve relações comerciais com 23 países europeus, sendo 20 como destinos de exportações e todos os 23 como origem de importações.
Segundo o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia tende a potencializar ainda mais esse cenário. De acordo com ele, a redução de tarifas prevista no acordo deve ampliar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses no mercado europeu, possibilitando não apenas aumento de volume exportado, mas também diversificação da pauta.
Entre os principais produtos enviados à União Europeia em 2025, a celulose liderou com 1 milhão de toneladas exportadas e faturamento de US$ 627 milhões, o equivalente a 48,12% do total. Em seguida aparecem os farelos de soja, com 917 mil toneladas e US$ 310 milhões (23,84%), e a carne bovina, com 14 mil toneladas e receita de US$ 126 milhões, representando 9,68% das exportações ao bloco.
Verruck avalia que há espaço para ampliar ainda mais as vendas de celulose, especialmente da celulose solúvel que será produzida pela fábrica da Bracell, além de oportunidades para a carne bovina, soja em grãos e farelo de soja. Segundo ele, a imposição de tarifas sobre excedentes de cotas em outros mercados pode tornar o produto sul-mato-grossense mais atrativo na Europa.
No sentido inverso, as principais importações vindas da União Europeia em 2025 foram maquinários destinados à indústria de papel e celulose, somando US$ 171 milhões, além de equipamentos de aquecimento e resfriamento (US$ 146 milhões) e caldeiras para geração de vapor (US$ 108 milhões). A Finlândia respondeu por 67% das exportações europeias ao Estado, destacando-se pela tecnologia voltada ao setor de celulose.
A Holanda e a Itália foram as principais portas de entrada dos produtos sul-mato-grossenses no mercado europeu, concentrando juntas mais de 60% das exportações do Estado para o bloco. O secretário também destacou o potencial do etanol produzido em Mato Grosso do Sul, diante do esforço europeu para descarbonizar a economia.
Outro fator apontado como estratégico é a certificação de propriedades agrícolas dentro dos padrões exigidos pela União Europeia, alinhada durante a COP30, em Belém. Segundo Verruck, o Estado já avançou nesse acordo e trabalha para garantir certificação oficial a propriedades que não tenham registrado desmatamento após 2020, habilitando-as para exportar ao mercado europeu. Com informações: ConecteMS
