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Empresária Marcella Ferreira ao lado do pirarucu de 65 quilos pescado na Lagoa do Aguiar, em Linhares, usando apenas uma vara comum (Foto: Arquivo Pessoal).
Por: Editorial | 12/01/2026 13:33
Um passeio despretensioso de barco se transformou em uma pescaria impressionante na Lagoa do Aguiar, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. A empresária Marcella Ferreira, de 40 anos, pescou um pirarucu de aproximadamente 65 quilos e 1,56 metro de comprimento utilizando apenas uma vara simples, no último sábado (10). A façanha chamou atenção pelo tamanho do peixe e pela ausência de equipamentos adequados para esse tipo de captura.
Marcella contou que sempre pescou por lazer, sem qualquer intenção profissional. Durante o passeio com a família, decidiu lançar o molinete na água enquanto o barco se deslocava lentamente. No início, acreditou que a linha havia prendido em um tronco submerso. No entanto, ao sentir a reação do animal, percebeu que se tratava de um peixe de grandes proporções.
O momento gerou tensão entre os ocupantes do barco. O pirarucu reagiu com força, chegou a emergir parcialmente da água e provocou medo de que a embarcação virasse ou que a linha se rompesse. Diante da situação, Marcella pediu que a pescaria fosse filmada, pois temia que ninguém acreditasse no ocorrido caso não conseguisse retirar o peixe da lagoa.
O marido da empresária, Ricardo Ferreira, orientou toda a operação, mas se recusou a assumir a vara, afirmando que a captura era mérito dela. Sem equipamentos adequados, foi necessário improvisar para evitar riscos, já que o peixe apresentava força suficiente para causar ferimentos graves.
Após cerca de meia hora de esforço, o pirarucu foi finalmente retirado da água. Segundo Marcella, o sucesso foi resultado de uma combinação improvável de calma, sorte e controle da força aplicada à linha. O peixe foi dividido entre os familiares e acabou virando moqueca ainda no mesmo dia.
Especialistas explicam que, apesar de não ser uma espécie nativa da região, o pirarucu tem sido cada vez mais encontrado em lagoas e rios do Espírito Santo. O peixe é resistente, respira fora d’água e se adapta facilmente a ambientes com pouco oxigênio, o que facilita sua proliferação fora do habitat original, mas gera preocupações ambientais. Com informações: g1
