|
Hoje é Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026.
ilitares do Comando Operacional Conjunto Catrimani II interditam pista de pouso clandestina utilizada por garimpeiros ilegais na Terra Indígena Yanomami (Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo).
Por: Editorial | 13/01/2026 08:26
O Governo do Brasil alcançou, no início de 2026, a marca de 9 mil operações de segurança na Terra Indígena Yanomami, resultado que consolidou uma redução de 98,77% das áreas de garimpo ilegal no território. Os dados são do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), responsável pelo monitoramento ambiental por meio de imagens de satélite e sistemas de inteligência.
Entre março de 2024 e janeiro de 2026, a área ocupada por garimpo ativo caiu drasticamente. No período de maior pressão, em 2024, a atividade ilegal alcançava cerca de 4.570 hectares. Ao final de 2025, esse número foi reduzido para apenas 56,13 hectares, evidenciando a forte presença do Estado e a eficácia das ações de combate.
A retração territorial provocou impacto direto na estrutura econômica do garimpo ilegal, com prejuízos estimados em mais de R$ 642 milhões. As perdas atingiram toda a cadeia criminosa, desde os pontos de extração até as rotas de abastecimento, transporte e escoamento do ouro.
As operações são coordenadas pela Casa de Governo, em Roraima, e envolvem atuação contínua e integrada de diversos órgãos, entre eles a Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência, Polícia Rodoviária Federal, ICMBio, Funai, ANTT, ANP, Polícia Judiciária da Força Nacional, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira. As ações combinam fiscalização em campo, inteligência, controle do espaço aéreo e fluvial e bloqueio das rotas logísticas usadas por invasores.
Como resultado direto das operações, foram inutilizadas 45 aeronaves, destruídas 77 pistas de pouso clandestinas e desmontados 762 acampamentos ilegais. Também houve apreensão de grandes quantidades de combustíveis, motores, embarcações e outros equipamentos utilizados na atividade garimpeira.
Em 2025, o cerco às rotas logísticas foi intensificado, especialmente em áreas estratégicas como o rio Uraricoera, historicamente usado como corredor de acesso por garimpeiros. Nessas regiões, o bloqueio fluvial, a destruição de estruturas ilegais e a presença permanente das forças de segurança reduziram significativamente a circulação de invasores.
No acumulado de 2024 e 2025, foram apreendidos 249 quilos de ouro em Roraima, sendo cerca de 213 quilos apenas em 2025. Outro dado relevante foi a apreensão de 232 quilos de mercúrio, insumo essencial para o garimpo ilegal e diretamente ligado à contaminação de rios e do solo.
Além dos efeitos econômicos e ambientais, a diminuição do garimpo ilegal trouxe impactos positivos à segurança das comunidades indígenas, equipes de saúde e agentes ambientais. Com menos invasores no território, houve redução de conflitos e a retomada gradual de atividades tradicionais, como a pesca e o cultivo de roças.
Ao atingir a marca de 9 mil ações, o enfrentamento ao garimpo ilegal entra agora em uma fase de continuidade sistemática, com foco na prevenção de novas invasões, monitoramento permanente do território e avanços contínuos nas dimensões ambiental e social da Terra Indígena Yanomami. Com informações: Agência GOV
