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Combustíveis sobem no início do ano com aumento do ICMS e pressão do mercado internacional


Alta do imposto estadual já eleva preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, e especialistas alertam para novos reajustes nas próximas semanas.
Reajuste do ICMS sobre combustíveis já impacta preços nas bombas em todo o país (Foto: Divulgação). Por: Editorial | 13/01/2026 13:37

Após registrar leve alta em dezembro de 2025, os combustíveis começaram 2026 mais caros em todo o país. Governos dos estados e do Distrito Federal anunciaram o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina, o óleo diesel e o gás de cozinha, medida que já impacta diretamente o bolso do consumidor.

O reajuste do imposto representa um acréscimo médio de R$ 0,10 por litro de gasolina, R$ 0,05 por litro de diesel e R$ 1,04 no botijão de 13 quilos de gás de cozinha. Desde o dia 1º deste mês, as alíquotas passaram a ser de R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel e R$ 1,47 por quilo do GLP, conforme definido pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

Segundo o comitê, a atualização atende à legislação que instituiu a cobrança de um valor fixo por litro ou quilo em todo o Brasil, com reajuste anual. O Comsefaz argumenta ainda que o modelo atual vinha gerando perdas de arrecadação para estados e municípios, especialmente em um cenário de elevação dos preços dos combustíveis. De acordo com o órgão, apenas no primeiro ano de vigência da lei aprovada pelo Congresso em 2022, as perdas fiscais ultrapassaram R$ 100 bilhões.

Em Mato Grosso do Sul, o impacto do reajuste tributário tende a ser imediato. Para o diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, o aumento nas bombas acompanha diretamente a nova alíquota. “Esse reajuste é exclusivamente tributário e tende a ser refletido no preço final dos combustíveis, independentemente de outros fatores, como valores praticados pela Petrobras, margens, fretes ou mistura de biocombustíveis”, afirma.

Mesmo sem alterações nos preços das refinarias, os combustíveis já haviam apresentado elevação em dezembro. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, no último mês do ano passado, a gasolina ficou até R$ 0,06 mais cara em Mato Grosso do Sul. O preço médio passou de R$ 5,93 em novembro para R$ 5,95 em dezembro, enquanto o valor mínimo subiu de R$ 5,47 para R$ 5,53.

O etanol também registrou aumento no período. O preço médio subiu de R$ 3,96 para R$ 4,00, com elevação no valor mínimo de comercialização, que passou de R$ 3,73 para R$ 3,78. Já o óleo diesel comum apresentou leve queda média de R$ 0,01, embora os valores máximos tenham se mantido estáveis.

Na região Centro-Oeste, levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) apontou que, em dezembro, houve aumento de 2,21% no preço do etanol, que alcançou média de R$ 4,62. A gasolina subiu 0,15%, sendo vendida a R$ 6,47, enquanto o diesel comum teve elevação de 0,48%, chegando a R$ 6,26. O diesel S-10 manteve estabilidade, com média de R$ 6,34.

Além da carga tributária, outro fator que pode pressionar novos reajustes é a defasagem entre os preços praticados no Brasil e o mercado internacional. Segundo relatório da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a gasolina vendida pela Petrobras está cerca de 9% abaixo do preço de paridade internacional, enquanto o diesel apresenta defasagem de 2%, cenário que aumenta a pressão por ajustes ao longo deste início de ano.




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