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MS tem a segunda melhor qualidade de rodovias federais do Brasil, aponta ranking nacional


Estado alcança nota 3,7 em índice da ILOS baseado na Pesquisa CNT, ficando atrás apenas de São Paulo, que lidera com 4,3.
Trecho da BR-359, entre Costa Rica e Coxim, é a rodovia de Mato Grosso do Sul mais bem avaliada no ranking nacional (Foto: Reprodução/CNT). Por: Editorial | 13/01/2026 15:17

Mato Grosso do Sul aparece na segunda colocação do ranking nacional de qualidade das rodovias federais, com nota 3,7, segundo o índice elaborado pela consultoria ILOS – Especialistas em Logística e Supply Chain, com base nos dados da Pesquisa CNT de Rodovias, realizada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT). O estado ficou empatado com o Rio de Janeiro, que também obteve nota 3,7, mas ocupou a terceira posição. São Paulo lidera o levantamento, com índice de 4,3.

O estudo avaliou 4.739 quilômetros de rodovias em Mato Grosso do Sul, o equivalente a 4,1% da malha rodoviária nacional analisada. Desse total, 529 quilômetros foram classificados como ótimos, 2.232 quilômetros como bons, 1.924 quilômetros como regulares, 44 quilômetros como ruins e apenas 10 quilômetros considerados péssimos. A maior parte da extensão avaliada, 3.257 quilômetros, está sob administração do poder público, enquanto 1.482 quilômetros são concedidos à iniciativa privada.

De acordo com o ILOS, a qualidade das rodovias exerce impacto direto sobre a eficiência logística e os custos do transporte. Vias em más condições elevam despesas com manutenção da frota, consumo de combustível, pneus e seguros, além de aumentar o risco de atrasos e avarias nas cargas, o que pressiona o valor do frete e compromete a eficiência das cadeias logísticas.

A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 avaliou critérios como estado geral das vias, condições do pavimento, sinalização, geometria do traçado e presença de pontos críticos. Em termos percentuais, 11,2% da extensão avaliada no estado foi considerada ótima, 47,1% boa e 40,6% regular no quesito estado geral. Apenas 1,1% foi classificada entre ruim e péssima.

No quesito pavimento, 37,8% dos trechos receberam avaliação ótima e 19,9% boa, enquanto 13% foram considerados ruins e 1,1% péssimos. A sinalização apresentou resultado positivo, com 87,8% da extensão classificada entre ótima e boa. Já em relação à geometria das vias, predominam pistas simples, que representam 95,5% da malha. Além disso, 38,9% dos trechos não possuem acostamento e 36,1% das curvas perigosas não contam com sinalização adequada.

Outro destaque apontado pela pesquisa é a baixa densidade de pontos críticos em Mato Grosso do Sul. O estado registrou 0,04 ponto crítico a cada 100 quilômetros, o menor índice do país, o que equivale a um ponto crítico a cada 2.500 quilômetros. Na sequência aparecem Paraná, São Paulo e Distrito Federal, com 0,2 ponto crítico a cada 100 quilômetros.

Entre as rodovias avaliadas, a mais bem posicionada do estado no ranking nacional é a BR-359, no trecho entre Costa Rica e Coxim, que ficou na 19ª colocação, com 206 quilômetros analisados. Em seguida aparece a BR-487, na 47ª posição, com 52 quilômetros entre Itaquiraí e Naviraí. Nenhuma das duas rodovias é concedida à iniciativa privada.

Por outro lado, a pior rodovia de Mato Grosso do Sul no ranking é a MS-444, que liga Selvíria ao Estado de São Paulo, no trecho entre a BR-158 e o município de Ilha Solteira (SP). Segundo a CNT, o estado geral da via é considerado ruim, com pavimento e geometria classificados como péssimos, apesar de a sinalização ser avaliada como ótima.

Dos quatro pontos críticos identificados no estado, dois estão localizados na BR-262 e dois na BR-267. Na BR-262, foram observados trechos com sinalização inexistente ou deficiente. Já na BR-267, a pesquisa constatou buracos na pista, principalmente nas proximidades dos municípios de Bela Vista e Jardim.

Apesar do bom desempenho no ranking, a CNT estima que as condições do pavimento ainda geram um aumento médio de 24,8% no custo operacional do transporte rodoviário em Mato Grosso do Sul. Para recuperar e manter a malha rodoviária estadual, seriam necessários investimentos estimados em R$ 4,44 bilhões.

Em 2024, os acidentes registrados nas rodovias do estado causaram prejuízo estimado em R$ 414,97 milhões. No mesmo período, os gastos públicos com obras rodoviárias somaram R$ 330,36 milhões. Do ponto de vista ambiental, a má qualidade de parte do pavimento resultou no consumo excessivo de 37,5 milhões de litros de diesel em 2025, gerando prejuízo de R$ 215,51 milhões aos transportadores e a emissão de 99,08 mil toneladas de gases de efeito estufa.

Em relação aos recursos federais, dos R$ 389,46 milhões autorizados para infraestrutura rodoviária em Mato Grosso do Sul em 2025, R$ 224,82 milhões haviam sido efetivamente investidos até novembro, o que corresponde a 57,7% do total previsto. Com informações: CNT




Diário do Interior MS
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