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Quem é Erfan Soltani, manifestante iraniano condenado à morte por participação em protestos


Aos 26 anos, trabalhador da indústria de vestuário foi preso no Irã e teve execução marcada após acusação de “inimizade contra Deus”.
Erfan Soltani, manifestante iraniano de 26 anos preso por participação em protestos contra o regime, teve execução marcada pelas autoridades do Irã (Foto: Reprodução/Instagram). Por: Editorial | 14/01/2026 07:09

Erfan Soltani, de 26 anos, é um manifestante iraniano que teve a execução por enforcamento marcada para esta quarta-feira (14). Ele foi preso na última quinta-feira (8), em sua residência, por suposta ligação com os protestos contra o regime dos aiatolás na cidade de Karaj, próxima à capital Teerã.

De acordo com informações do portal IranWire, Soltani trabalhava na indústria de vestuário e havia ingressado recentemente em uma empresa privada. Pessoas próximas o descrevem como um jovem interessado em moda e estilo pessoal. Em suas redes sociais, ele aparecia praticando musculação, esportes e compartilhando momentos de uma rotina simples.

Erfan participou das manifestações que vêm ocorrendo no Irã há cerca de um mês, desencadeadas por uma grave crise econômica, marcada pela alta do custo de vida e pela forte desvalorização da moeda nacional, o rial. Segundo uma fonte ouvida pelo IranWire, o jovem já vinha recebendo mensagens de intimidação de agentes de segurança antes de ser detido, mas decidiu continuar participando dos protestos, mesmo ciente de que estava sendo monitorado.

A prisão ocorreu nas proximidades de sua casa, no distrito de Fardis, em Karaj. Durante três dias, a família não teve qualquer informação sobre o paradeiro de Erfan. Apenas no domingo (11), agentes de segurança entraram em contato para informar que ele estava sob custódia e que já havia sido condenado à morte.

Uma fonte próxima à família relatou que parentes enfrentam forte pressão e que até mesmo um familiar advogado tentou assumir a defesa, mas foi impedido e ameaçado por agentes do regime. Segundo o relato, autoridades afirmaram que não haveria processo judicial a ser analisado e que pessoas presas durante os protestos seriam executadas.

A sentença imposta a Erfan Soltani foi baseada na acusação de “Moharebeh”, termo interpretado como “inimizade contra Deus”, crime frequentemente utilizado pelo sistema judicial iraniano para condenar opositores políticos. Segundo a organização humanitária curdo-iraniana Hengaw, a família foi informada de que a decisão era definitiva. Pessoas próximas afirmam ainda que Soltani não teve direito a defesa adequada e que seus familiares puderam visitá-lo por apenas dez minutos.

A repressão aos protestos no Irã tem sido severa. De acordo com informações divulgadas à agência Reuters por um membro do governo iraniano, cerca de 2.000 pessoas já morreram em decorrência da repressão estatal às manifestações recentes. Com informações: g1




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